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Governo do Bahrein oferece vacinação contra covid-19 para F1

Categoria recusou a oferta do país e vai seguir o cronograma do Reino Unido

1 mar 2021
06h33
atualizado às 07h36
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Se depender apenas do governo do Bahrein, todas as pessoas ligadas à Fórmula 1 que viajarem ao país insular — que em março vai receber os testes de pré-temporada (entre os dias 12 e 14) e a abertura do Mundial de 2021 (entre 26 e 28) — vão ser vacinadas com duas doses do imunizante contra a Covid-19. Entretanto, a própria categoria, por meio de nota, deixou claro que não pretende aceitar a oferta do Bahrein e que vai seguir com o cronograma de imunização traçado pelo Reino Unido, base da maior parte dos funcionários que fazem parte da caravana da Fórmula 1.
Anoitecer no circuito de Sakhir
Anoitecer no circuito de Sakhir
Foto: Bahrain International Circuit / Grande Prêmio

O Bahrein ganhou protagonismo neste começo de temporada justamente em razão da pandemia. Com os índices de contaminação ainda em alta na Europa, a cúpula da F1 decidiu levar o início dos trabalhos de pista, como os testes de inverno e também a abertura do campeonato, para o Oriente Médio. O país já vacinou, na sua segunda dose, mais de 9% da sua população — estimada em 1,7 milhão de pessoas — contra a Covid-19.

A Fórmula 1 rejeitou a oferta de vacinação contra Covid-19 feita pelo governo do Bahrein (Foto: AFP)

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Segundo comunicado emitido pelo governo local e publicado por veículos especializados, como a revista Motorsport Week, o Bahrein está "estendendo o programa [de vacinação] para grandes eventos realizados no Reino, de forma voluntária, onde os prazos permitem e entregam benefícios adicionais tanto para os participantes como para a população nacional".

"Levando em conta o cronograma da Fórmula 1 neste ano, inclusive os testes, a vasta maioria dos participantes vai estar presente no Bahrein por um período de três semanas antes da corrida. Isso, por sua vez, permite uma única oportunidade de providenciar uma proteção adicional para aqueles que desejam aproveitar a oportunidade em forma de vacinação", salientou o governo local, citando como imunizante a vacina desenvolvida pela Pfizer-BioNTech.

Segundo o plano, cada integrante da caravana da Fórmula 1 receberia a primeira dose da vacina assim que desembarcar no Bahrein, enquanto a segunda dose seria aplicada 21 dias depois, portanto antes do retorno para casa.

No entanto, a Fórmula 1 recusou a oferta porque pretende seguir o cronograma traçado pelo país de origem. "Como organização baseada no Reino Unido, a F1 não tem planos de ser vacinada como um grupo itinerante antes do lançamento já estabelecido de vacinas fornecidas pelo sistema de saúde do Reino Unido", diz a categoria em comunicado.

Dentre os pilotos do grid do Mundial, levando em conta 2020 e o começo de 2021, seis já foram infectados pelo novo coronavírus: Sergio Pérez, Lance Stroll, Lewis Hamilton, Lando Norris, Charles Leclerc e, no começo de fevereiro, Pierre Gasly.

Diante do crescimento dos casos entre o fim do ano passado e o começo deste ano, ainda na esteira da chamada segunda onda da propagação do vírus, autoridades como o presidente da FIA, Jean Todt, entendem que o primeiro semestre da Fórmula 1 será ainda diretamente afetado pela pandemia. A expectativa do dirigente francês é que os primeiros meses de 2021 ainda não sejam de normalidade, que tende a reaparecer no segundo semestre, já em razão dos efeitos da vacinação, sobretudo na Europa.
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