Fábrica de talentos, Sauber esboça ressurreição na F1; veja história
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No Grande Prêmio da Malásia, Sergio Pérez obteve o melhor resultado da história da Sauber como equipe independente: o segundo lugar. Criado em 1993, o time é o quarto mais antigo entre os que disputam a categoria e tenta ressurgir a partir do talento do jovem mexicano. No passado, a Sauber sempre foi conhecida por revelar pilotos, promovendo as estreias na F1 de Kimi Raikkonen, campeão mundial em 2007, e Felipe Massa, vice em 2008. Relembre a história da escuderia nas próximas páginas:
Foto: Getty Images
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No Grande Prêmio da Malásia, Sergio Pérez obteve o melhor resultado da história da Sauber como equipe independente: o segundo lugar. Criado em 1993, o time é o quarto mais antigo entre os que disputam a categoria e tenta ressurgir a partir do talento do jovem mexicano. No passado, a Sauber sempre foi conhecida por revelar pilotos, promovendo as estreias na F1 de Kimi Raikkonen, campeão mundial em 2007, e Felipe Massa, vice em 2008. Relembre a história da escuderia nas próximas páginas:Foto: Getty Images
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O ponto alto da história recente da Sauber veio em 25 de março de 2012, quando Pérez adotou a estratégia correta no circuito molhado de Sepang e terminou na segunda colocação. Foi o primeiro pódio da Sauber como equipe independente desde 2003Foto: Getty Images
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Peter Sauber se emocionou com o resultado e disse que o significado era maior que na vitória de Robert Kubica no Canadá, obtida na época em que a escuderia se chamava BMW Sauber em 2009. Excluindo-se os quatro anos no qual competiu sob o nome da montadora alemã, a equipe jamais havia conseguido o segundo lugar de uma corrida - antes, ostentava seis pódios, sempre com a terceira posiçãoFoto: Getty Images
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Na semana passada, Pérez pediu para o time se focar no desenvolvimento do carro para evoluir especialmente nos treinos classificatórios e na velocidade nas retas. Atualmente a equipe é a quarta colocada do Mundial de Construtores. Se a temporada se encerrasse hoje, repetiria 2001 e obteria o melhor resultado de sua história como time independenteFoto: Getty Images
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Enquanto tenta o ressurgimento na Fórmula 1, Peter Sauber aproveitou para anunciar que a indiana Monisha Kaltenborn (foto) será a primeira chefe de equipe da história da F1. O dirigente só não divulgou quando deixará o cargo para a sucessora, mas indicou que isso deve ocorrer dentro de duas temporadas, quando ele completar 70 anos de idade. Kaltenborn, 40, é a atual chefe-executiva do timeFoto: Getty Images
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Outro piloto dos suíços, o japonês Kamui Kobayashi não conseguiu repetir o desempenho de Pérez na Malásia e abandonou a prova. O japonês, no entanto, havia concluído o GP da Austrália no sexto lugar, dois à frente do parceiroFoto: Getty Images
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A escuderia manteve a dupla de pilotos em 2012 e ainda tem outro mexicano, Esteban Guttiérez, como testador. Pérez conta com o patrocínio das empresas de Carlos Slim, magnata mexicano do ramo das telecomunicações e homem mais rico do mundoFoto: Getty Images
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Em 2011, a Sauber contratou mais um novato, mantendo uma tendência histórica. O nome da vez foi o mexicano Sergio Pérez, que deu um susto ao se acidentar no treino classificatório para o GP de Mônaco. Pérez foi levado ao hospital e perdeu a etapa seguinte, sendo substituído por De la Rosa, mas encerraria normalmente a temporadaFoto: Getty Images
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Ao final, Pérez somou 14 pontos e foi o 16º colocado do Mundial de Pilotos, contra 30 de Kobayashi. A Sauber concluiu a disputa como a sétima melhor equipe do anoFoto: Getty Images
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2010 foi um ano de recomeço para a Sauber, que depois do abandono da BMW voltou a contar com motores da Ferrari e viveu um início de campeonato difícil, com 11 abandonos somando os dois pilotos nas oito primeiras etapas. A dupla era formada pelo espanhol Pedro de la Rosa e pelo japonês Kamui Kobayashi, outro nome com pouca experiência - só havia disputado duas etapas do campeonato anterior pela ToyotaFoto: Getty Images
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Nas últimas cinco etapas do campeonato De la Rosa perdeu a vaga para Heidfeld. No fim do ano, a Sauber reagiu até somar 44 pontos (32 com Kobayashi). Assim, fechou o Mundial de Construtores na sétima colocaçãoFoto: Getty Images
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Em alta, a BMW decepcionou em 2009. O segundo lugar de Heidfeld na Malásia foi apenas um dos dois pódios obtidos pela escuderia em toda a temporada. Em novembro daquele ano, Peter Sauber chegou a um acordo com a montadora alemã para recomprar a escuderia. Muitos funcionários acabaram demitidos: a fábrica de Hinwil tinha 388 funcionários e passou a contar com 260Foto: Getty Images
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A BMW Sauber terminou 2007 como a segunda colocada do Mundial e conseguiria a primeira pole position de sua história em 2008. Foi no GP de Bahrein, com Kubica, que terminaria a prova no terceiro postoFoto: Getty Images
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No Canadá, no mesmo circuito em que havia se acidentado em 2007, Kubica conseguiria a primeira vitória da carreira e a primeira da equipe. Com 75 pontos, ele foi o quarto melhor piloto do ano, contra 60 de Heidfeld. O time terminou o Mundial em terceiroFoto: Getty Images
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A dupla de pilotos seguiu a mesma para 2007, quando a BMW Sauber teve um susto com o acidente de Kubica no Canadá. Apesar da forte batida, o polonês só ficaria fora da etapa seguinte do Mundial, sendo substituído pelo alemão Sebastian VettelFoto: Getty Images
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Vettel posa com Mario Theissen, chefe da BMW, e Heidfeld antes do GP dos Estados Unidos de 2007. O estreante alemão foi oitavo colocado daquela prova, tornando-se, aos 19 anos e 349 dias de idade, o piloto mais jovem da história a pontuar na categoria; logo depois, recebeu a permissão da BMW para se juntar à Toro RossoFoto: Getty Images
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A BMW, que acabava de encerrar uma parceria com a Williams, passou a ter em 2006 uma equipe própria que oficialmente era chamada de BMW Sauber. Para essa temporada, mudaram-se as cores do carro da Sauber e Heidfeld retornou para formar parceria com Villeneuve. Enquanto isso, Massa foi para a FerrariFoto: Getty Images
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Villeneuve deixaria a equipe durante a temporada e seria substituído por Robert Kubica, sugestão de Peter Sauber, agora conselheiro da BMW. Logo em sua terceira exibição, o polonês subiu ao pódio na Itália. Com 36 pontos, a escuderia branca fechou o ano como a quinta melhor da Fórmula 1Foto: Getty Images
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Com bom desempenho, Fisichella rumou para a Benetton em 2005, enquanto que a Sauber contratou o canadense Jacques Villeneuve para trabalhar com Massa. Villeneuve foi o quarto colocado no GP de San Marino e somou nove pontos, sendo o 14º melhor piloto do anoFoto: Getty Images
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Massa, por sua vez, somou 11 pontos e ficou um lugar à frente do companheiro na classificação, levando o time ao oitavo lugar do Mundial. Na busca por um novo fornecedores de motores, Peter Sauber anunciou, em julho de 2005, a venda da maior parte das ações à BMW. O site oficial da Sauber aponta que, com 62 anos, o dirigente já considerava a opção de "passar o trabalho de sua vida a outras mãos"Foto: Getty Images
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Heidfeld foi substituído pelo italiano Giancarlo Fisichella, ex-Jordan, em 2004. O italiano se juntou a Massa, que retornou à equipe, e conseguiu 22 pontos na temporada, da qual foi o 11º melhor pilotoFoto: Getty Images
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De volta ao time, o alemão Heinz-Harald Frentzen conquistou a terceira posição no GP dos Estados Unidos de 2003. Com 13 pontos, ele terminou o ano na 11ª posiçãoFoto: Getty Images
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Amigo de Schumacher, Massa, por sua vez, obteve 12 pontos, no 12º lugar do campeonato. Seu melhor desempenho terminou com a quarta posição no GP da Bélgica. A Sauber foi novamente a sexta entre os construtoresFoto: Getty Images
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Heidfeld teve como melhor resultado o quinto lugar também em Indianápolis e colecionou seis pontos no total. A Sauber foi a sexta do Mundial, um posto atrás do resultado de 2002Foto: Getty Images
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Sem o finlandês Kimi Raikkonen, que rumou para a McLaren, a Sauber manteve Heidfeld e contratou o estreante Felipe Massa para 2002. O brasileiro se beneficiou pela parceria com a Ferrari, visto que sua carreira é agenciada por Nicolas Todt, filho do então chefe ferrarista, JeanFoto: Getty Images
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Heidfeld terminou a temporada com sete pontos na décima posição, conseguindo o quarto lugar na Espanha. Massa não decepcionou em sua estreia e somou quatro, mas abusou dos erros, abandonando oito etapas. Por isso, ele seria substituído por Frentzen para o campeonato seguinteFoto: Getty Images
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O ano de 2001 foi especial para a Sauber. Com a parceria do banco suíço Credit Suisse, a escuderia apostou em uma jovem dupla de pilotos e foi recompensada: o alemão Nick Heidfeld, que havia estreado na F1 no ano anterior pela Prost, e o novato finlandês Kimi Raikkonen (foto), que voou na Austrália em evento promocional da abertura do campeonatoFoto: Getty Images
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Ao final da temporada, os pilotos e Peter Sauber posaram com a placa em referência ao inédito quarto lugar, até hoje o melhor resultado da escuderia - excluindo-se o período em que a proprietária era a BMW. Foram 21 pontos somados (12 com Heidfeld, responsável pelo único pódio do ano, conquistado no Brasil)Foto: Getty Images
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O finlandês Mika Salo ocupou a vaga do francês Jean Alesi, que foi para a Prost, em 2000. Salo colecionou seis pontos, com quintos lugares em Mônaco e na Alemanha, e foi o 11º colocado do Mundial de PilotosFoto: Getty Images
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O brasileiro Pedro Paulo Diniz, que levava o patrocínio da empresa alimentícia Arisco, ficou sem pontuar em sua segunda temporada pela Sauber e acabaria saindo da equipe, novamente oitava colocada do Mundial de ConstrutoresFoto: Getty Images
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Em 1999, o inglês Johnny Herbert se mudou para a Stewart , enquanto que a Sauber contratou o brasileiro Pedro Paulo Diniz, ex-Arrows (foto)Foto: Getty Images
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Diniz abandonou 12 das 16 etapas daquele Mundial, incluindo no GP da Europa, em Nurburgring, onde se envolveu em acidente. O brasileiro somou três pontos e ficou no 14º posto do campeonatoFoto: Getty Images
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Alesi também não teve um belo ano e só marcou dois pontos, um deles com o sexto lugar no GP de San Marino (foto). O francês foi o 15º melhor do campeonato, enquanto que a Sauber repetiu 1994 com o pior resultado de sua história, em oitavoFoto: Getty Images
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Fazendo dupla com Herbert, o francês Jean Alesi, que estava na Benetton, foi a novidade da Sauber para 1998. Com nove pontos, contra oito do companheiro, Alesi venceria a disputa interna e seria o 11º colocado do Mundial de PilotosFoto: Getty Images
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O francês foi o responsável pelo único pódio da escuderia na temporada: obteve o terceiro lugar no Grande Prêmio da BélgicaFoto: Getty Images
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A Sauber só não manteve a dupla de pilotos para 1997 porque perdeu Frentzen para a Williams. Levando Petronas em seu nome oficial, a equipe começou a ter motores da Ferrari e iniciou o ano com o piloto italiano Nicola Larini (foto), beneficiado por seu bom relacionamento com a escuderia vermelhaFoto: Getty Images
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Apenas cinco etapas e um ponto somado depois, Larini seria demitido devido a desavenças com Peter Sauber. Em seu lugar entrou outro italiano, Gianni Morbidelli (foto), que em sete provas não marcou pontos. Com o desempenho fraco e sofrendo com lesões devido a acidentes, ele cedeu espaço para o argentino Norberto FontanaFoto: Getty Images
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Fontana (foto) disputou quatro etapas da temporada e inclusive a última, em Jerez de la Frontera, onde foi acusado de atrapalhar o canadense Jacques Villeneuve, que disputava o título com o alemão Michael Schumacher da Ferrari. Em 2006, em entrevista ao jornal de Buenos Aires Olé, o argentino disse que o chefe ferrarista, Jean Todt, dirigiu-se aos boxes da Sauber pouco antes da corrida cobrando que a equipe deveria ajudar Schumacher devido à parceira para fornecimento dos motoresFoto: Getty Images
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A temporada de 1997 não começou bem para Herbert, que abandonou logo na primeira curva da etapa inaugural, na Austrália. Mas ele seria o principal representante da Sauber no ano com 15 pontos, suficientes para levá-lo à décima colocação da tabelaFoto: Getty Images
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O terceiro pódio da Sauber na F1 veio naquele ano na Hungria, com mais um terceiro lugar para Herbert, atrás do canadense Jacques Villeneuve e do britânico Damon Hill. A Sauber fechou o Mundial de Construtores no sétimo lugar, com 16 pontosFoto: Getty Images
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Para 1996, o experiente Johnny Herbert (à esq.) foi contratado para ser o parceiro do alemão. O britânico se destacou com o terceiro posto em Mônaco, no segundo pódio da história da Sauber. Porém, em todo o ano só somou pontos (quatro) naquela prova, terminando o Mundial na 14ª posiçãoFoto: Getty Images
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Frentzen, assim, seguiu como o melhor corredor da Sauber. Com o quarto posto em Mônaco e na Espanha, ele somou sete pontos e ficou no 12º lugar do campeonato. Entre os construtores, a Sauber ficou em sétimoFoto: Getty Images
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Após o acidente do ano anterior, Peter Sauber cumpriu a promessa de reempregar Wendlinger se este estivesse bem fisicamente. O austríaco voltou a pilotar e testou este carro sem patrocínio na pré-temporada de 1995, em Estoril. Durante o ano, porém, ele não conseguiu se destacar e acabaria substituído pelo francês Jean-Christophe Boullion na quinta corridaFoto: Getty Images
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Com 15 pontos, Frentzen terminou como o nono melhor piloto do ano. Jean-Christophe Boullion (foto), porém, não conseguia repetir o desempenho do companheiro e, com três pontos em 11 provas, cedeu a vaga ao austríaco Karl Wendlinger nas duas últimas etapas da temporadaFoto: Getty Images
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A Sauber conseguiu se firmar na F1 em 1995 graças a acordos de patrocínios com Petronas e Red Bull. O motor passou a ser Ford, graças à parceria firmada entre Mercedes e McLaren. Nessa toada, Frentzen conquistou o primeiro pódio da história da equipe suíça, sendo terceiro colocado na ItáliaFoto: Getty Images
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Em 1994, a Mercedes toma o controle da Irmor, adquirindo os 25% que a Chevrolet possuia da montadora e criando a "Mercedes-Ilmor". Com motores alemães, a Sauber soma 12 pontos, ficando na oitava posição do campeonato. A novidade na equipe é o estreante alemão Heinz-Harald FrentzenFoto: Getty Images
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Sem sucesso, De Cesaris participou de nove provas, sendo sexto colocado em uma e abandonando todas as outras - o acidente desta foto ocorreu na Alemanha. Nas duas últimas etapas do campeonato, o finlandês J.J. Lehto, que havia sido dispensado na temporada anterior, retomou o cockpitFoto: Getty Images
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A temporada foi marcada por uma batida forte de Wendlinger, que acertou o muro a quase 280 km/h nos treinos livres para o GP de Mônaco. O austríaco ficou em coma por várias semanas e encerrou a temporada, sendo substituído pelo italiano Andrea de CesarisFoto: Getty Images
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Frentzen, que substituiu Lehto, pontuou em sete das 16 etapas do ano, incluindo no Japão (foto). Ele conseguiu o quarto lugar no Canadá, repetindo a posição que a equipe havia obtido duas vezes em seu campeonato de estreia. O alemão seria o 13º melhor piloto da competição, com sete pontosFoto: Getty Images
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A estreia da Sauber na F1 veio em 1993, com motores da Ilmor. Com o austríaco Karl Wendlinger (foto) e o finlandês J.J. Lehto, o time fica na sétima posição do Mundial, com 12 pontos. Há certa dificuldade porque a parceria com a Mercedes, anunciada em 1991, foi abortada em 1992, quando a montadora alemã desistiu do projeto devido à crise econômicaFoto: Getty Images
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Nesta foto de 1990, Mario Baldi lamenta o problema no carro da Sauber, equipado com motores Mercedes, em Silverstone, pelo Campeonato Mundial de Resistência da FIA. A equipe ganharia o bi da série naquela temporada. Com a decadência do campeonato e os bons resultados do time, vencedor também da 24 Horas de Le Mans em 1989, Peter Sauber decide em 1991 formar uma equipe em parceria com a Mercedes para competir na F1Foto: Getty Images
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