F1: Mercedes fica a um segundo do recorde da pista com "super motor" e chassi impecável
W17 impressiona na China; rivais como a McLaren ligam o alerta para o ritmo avassalador da equipe alemã na Sprint Race
A Mercedes enviou um aviso claro à concorrência durante as atividades de pista da Fórmula 1. Impulsionada pelo novo modelo W17, a equipe alemã ficou a impressionante um segundo do recorde da pista, graças a um "super motor" que dominou as retas e surpreendeu todo o paddock às vésperas da Sprint Race.
Para se ter uma dimensão exata do que esse desempenho significa, é preciso olhar para a história. O recorde oficial de volta em corrida no Circuito Internacional de Xangai pertence a ninguém menos que Michael Schumacher, que cravou 1min32s238 com sua Ferrari ainda em 2004. Estar tão perto de pulverizar uma marca que resiste de pé há 22 anos, o recorde mais duradouro de toda a história da Fórmula 1, reforça o assombro gerado pelo novo carro da Mercedes.
Embora a nova e potente unidade de potência seja o grande destaque do fim de semana, seria um erro reduzir esse salto de desempenho apenas ao motor. O conjunto aerodinâmico e o chassi do W17 provaram ser extremamente equilibrados, entregando aderência e velocidade mesmo nos trechos mais travados da pista.
O choque de realidade atingiu as garagens rivais de forma imediata. A equipe da McLaren, chefiada por Andrea Stella, notou uma rápida mudança de cenário ao abrir os olhos para os dados de telemetria das Flechas de Prata, o que gerou uma rápida inversão de tendências e acendeu o alerta vermelho nos boxes.
Com a Sprint Race batendo à porta, o desafio para o restante do grid é colossal. A Mercedes tem o equipamento ideal para pular na frente e ditar o ritmo da prova. A grande dúvida que paira sobre as equipes adversárias agora não é mais se a Mercedes é rápida, mas sim por quantas voltas será possível suportar a pressão imposta pelo W17 antes que eles desapareçam na liderança.