F1: Binotto diz que motor Mercedes pode não mostrar vantagem tão cedo
Para o chefe de equipe da Audi, o desempenho só será confirmado quando os carros forem para pista
Nos últimos tempos alguns tópicos vêm sendo discutidos na FIA, e o mais abordado desde o começo de 2026 está envolvendo o motor Mercedes. A Federação vem planejando introduzir testes de alta temperatura nos motores, algo que já é solicitado por alguns fabricantes a um tempo. Mas a medida só será oficial após uma reunião, em que ocorrerá uma votação sobre quem é a favor ou contra a medida de fiscalização, a reunião deve ocorrer durante o primeiro fim de semana em Melbourne.
O ex-chefe da equipe Ferrari, Mattia Binotto, afirmou em um podcast que, mesmo que a Mercedes tenha desenvolvido esse sistema, que pode estar numa área “cinzenta” do regulamento, isso não significa que a vantagem vai aparecer de repente e óbvia quando os carros forem para a pista.
Ele explica que muita gente fala como se fosse certeza que a Mercedes encontrou algo decisivo, mas na prática ninguém pode garantir isso só com base em rumores e teorias. E mesmo que esse recurso exista e seja realmente eficiente, não é obrigatório que ele faça o motor parecer claramente superior logo no início, porque a diferença pode ser pequena, pode depender das condições ou até fazer parte apenas de uma escolha estratégica da equipe.
Com isso, caso a medida seja aprovada e a Federação consiga mostrar essa mudança, uma possível guerra política vai surgir, pois é improvável que a Mercedes aceite a decisão, pois a equipe pode perder alguns décimos de vantagem em relação a outras equipes.
Assim a decisão final da FIA não garante benefícios para as equipes rivais e mesmo que os projetos da Mercedes mostrem eficiência e potência, independentemente da sua “carta na manga”, a pista será a única que dará o juízo final.