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Fórmula 1

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F1 2026: FIA altera regras do ADUO e aprova pacote de ajuda para montadoras

Mudanças no teto de gastos e testes dão alívio à Honda; Ferrari aguarda nova janela de avaliação após GP do Canadá

8 mai 2026 - 07h07
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Foto: Aston Martin F1 / Reprodução

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou modificações no mecanismo de equalizaç;ão (ADUO) do regulamento de motores da Fórmula 1 para a temporada 2026. As alterações visam oferecer maior suporte a fabricantes que enfrentam severas desvantagens de rendimento na nova geração de unidades de potência, com destaque para a inclusão de uma norma "salva-vidas" focada no resgate técnico e financeiro da Honda. Além disso, as janelas de avaliação de déficit foram remanejadas no calendário, afetando diretamente a programação e as expectativas de equipes como a Ferrari.

O Conselho Mundial de Automobilismo da entidade ratificou ajustes expressivos no ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities). Criado para evitar disparidades irremediáveis sob o novo regulamento de motores de 2026, o mecanismo permite concessões de desenvolvimento e financeiras para marcas que fiquem muito defasadas em relação à unidade de potência tida como referência no grid.

A principal mudança atende a um pedido de socorro: a criação de uma faixa de permissão voltada a montadoras cujo déficit seja superior a 10%, situação em que a Honda (atual fornecedora da Aston Martin) parece se encontrar no momento. Segundo as novas regras, o limite de aumento de gastos para equipes acima de 10% saltou de US$ 8 milhões para US$ 11 milhões sob o teto de custos. Além disso, foi aprovada uma quantia extra única de US$ 8 milhões adicionais para desenvolvimento exclusivos para este ano de 2026. Os benefícios também chegam à infraestrutura de testes: o limite que antes era de 190 horas adicionais em bancos de prova (para os que tinham 8% de defasagem) aumentou para 230 horas no novo patamar de 10%.

O impacto das novas diretrizes da FIA não é apenas orçamentário. O cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita no início da temporada forçou a direção da Fórmula 1 a recalcular os prazos em que as unidades de potência seriam aferidas para ver quem teria ou não direito ao ADUO.

A primeira medição estava programada para depois da sexta corrida (em Miami), mas esse recorte foi puxado para após o GP do Canadá, que passou a ser a quinta etapa da temporada atual. Para a Ferrari, conforme os bastidores apontam, isso traz um panorama de certeza: a equipe de Maranello aguarda o resultado dessa primeira janela de avaliação (de Melbourne a Montreal) com a expectativa de ser enquadrada em um déficit superior a 4%, o que lhe renderia mais horas de trabalho nos motores já nas próximas semanas.

A segunda e a terceira janelas de aferição de desempenho do ADUO acontecerão, respectivamente, após o GP da Hungria e o GP do México.

A aprovação final só veio depois de um congelamento temporário dos votos em Miami, após equipes como a Mercedes manifestarem preocupação. Para os rivais da Honda e da Aston Martin, o ADUO deve ser estritamente uma rede de segurança de longo prazo, e não um atalho que permita a uma fabricante dar um "salto" e, de forma não orgânica, dominar a ponta do grid.

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