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Fórmula 1

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F1 2026: Aston Martin resolve problemas de vibração no motor Honda após deixar carro no Japão

Decisão de deixar chassi em Sakura eliminou falhas no motor e abre portas para a equipe buscar mais desempenho no restante da temporada

19 mai 2026 - 07h31
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Foto: F1 / Reprodução

O fim de semana do Grande Prêmio de Miami representou um verdadeiro ponto de virada para a parceria entre Aston Martin e Honda na Fórmula 1. Após um início de temporada marcado por graves problemas de confiabilidade, a equipe de Silverstone conseguiu levar as duas unidades do modelo AMR26 até o final da corrida na Flórida. O segredo para esse resultado positivo foi uma escolha bastante fora dos padrões convencionais: a equipe britânica optou por deixar um de seus chassis na sede de pesquisa e desenvolvimento da montadora japonesa em Sakura, permitindo que os engenheiros asiáticos atuassem diretamente na fonte dos problemas mecânicos.

A estratégia de manter o carro no Japão foi a peça fundamental para solucionar as intensas vibrações que prejudicavam a unidade de potência desde os primeiros testes de inverno. Segundo Koji Watanabe, presidente da HRC, essas falhas não apareciam nos testes isolados de bancada e só se tornavam um fator crítico, caracterizado por uma forte ressonância harmônica capaz de comprometer peças, quando o motor era acoplado ao chassi. Diante desse cenário, a realização de análises estáticas e dinâmicas com o carro completo na fábrica permitiu à Honda mapear todo o caminho de transmissão da energia mecânica e criar uma solução integrada eficaz.

Para que todas as variáveis técnicas pudessem ser avaliadas com exatidão em Miami, a Aston Martin preferiu não introduzir nenhuma atualização aerodinâmica em seus bólidos. A tática se provou correta, pois o ritmo na pista americana foi sólido. Fernando Alonso conseguiu lutar por posições e cruzou a linha de chegada à frente de rivais diretos, como a Cadillac de Sergio Perez. O chefe da equipe, Mike Krack, celebrou o sucesso do esforço conjunto, destacando que a vasta experiência da Honda em diagnosticar e tratar esse tipo de fenômeno físico superou o que uma equipe de corrida conseguiria fazer sozinha na pista.

Com a confiabilidade básica enfim estabelecida e capaz de suportar as condições quentes e úmidas de Miami, o foco da aliança anglo-japonesa passa a ser a extração de máxima performance. O principal desafio agora é explorar os limites da nova regulamentação técnica, sobretudo a regra do superclipping, que elevou o pico de potência recuperada de 250 para 350 quilowatts. Shintaro Orihara, principal engenheiro do projeto da Honda, afirmou que o motor respondeu bem e que ainda existe muito espaço para evoluir em aspectos de software e dirigibilidade.

No lado dos pilotos, o sentimento é de que o pior momento já passou. Fernando Alonso demonstrou confiança plena e não apresentou qualquer sinal de desânimo com as dificuldades iniciais de 2026. Mesmo reconhecendo que esta primeira temporada da parceria exige paciência e muito aprendizado prático, o bicampeão mundial já projeta um cenário onde o projeto colherá grandes frutos. O espanhol destacou que o ganho progressivo de quilometragem trará as atualizações necessárias e que a equipe chegará ao campeonato de 2027 muito mais forte e preparada para lutar com a elite do grid.

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