F1 2026: Diretor da FIA alerta que ADUO não será “solução mágica” para fabricantes
Diretor de monopostos da FIA minimiza impacto imediato do novo sistema de ajuda às montadoras
Em declaração, o diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou que o ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) não deve ser tratado como uma “solução mágica” para os problemas de desempenho enfrentados por algumas montadoras.
Implementado pela FIA, o ADUO vem como uma espécie de segurança dentro das novas regras de unidade de potência. O objetivo é permitir que as fabricantes estejam pelo menos 2% inferior ao padrão de referência, com base nos dados recolhidos pela entidade. O sistema será utilizado pela primeira vez nesse final de semana, durante o Grande Prêmio do Canadá.
Apesar disso, Tombazis destacou que o mecanismo não funciona como um sistema de equilíbrio de performance. Segundo ele, nenhuma fabricante ganhará vantagens artificiais como aumento de fluxo de combustível ou alterações técnicas. O dirigente explicou que o ADUO oferece apenas mais margem para o desenvolvimento.
As fabricantes receberão uma ajuda conforme o déficit de performance. Fabricantes que estiverem entre 2% e 4% abaixo do melhor motor poderão receber até US$ 3 milhões para o desenvolvimento. Já as fabricantes que estiverem mais de 10% abaixo, poderá receber até US$ 19 milhões, incluindo uma antecipação de verba futura do teto de gastos.
A discussão ganhou força devido as dificuldades enfrentadas por algumas equipes, como Aston Martin e Audi. A primeira análise será feita após o GP do Canadá, e caso aprovadas, as fabricantes elegíveis poderão introduzir atualizações já na próxima corrida.
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