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Diretor de prova da F1 descarta "grandes mudanças" por segurança em Jedá para 2022

Michael Masi disse não ver necessidade de se fazerem alterações de grande porte na pista da Arábia Saudita, que gerou reclamações dos pilotos por alto nível de periculosidade

7 dez 2021 12h30
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Michael Masi acredita que traçado de Jedá precisa de apenas alguns “pequenos ajustes”
Michael Masi acredita que traçado de Jedá precisa de apenas alguns “pequenos ajustes”
Foto: Alfa Romeo / Grande Prêmio

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Após a disputa do primeiro GP da Arábia Saudita de Fórmula 1, vencido por Lewis Hamilton, da Mercedes, no último domingo (5), a segurança da pista foi colocada em cheque por alguns pilotos. Notadamente George Russell, que abandonou a corrida, e Lando Norris, que terminou em décimo, criticaram os perigos envolvidos em um traçado tão rápido e estreito ao mesmo tempo. O diretor de provas da FIA, Michael Masi, discorda. Para ele, algumas pequenas mudanças devem ser feitas na pista de Jedá, mas nada que seja de grande significado.

"Acho que fizeram um grande trabalho construindo essas instalações impressionantes em um curto espaço de tempo, o que é um crédito para todos os envolvidos", disse. "Existem alguns acertos que vão acontecer. Houveram alguns problemas iniciais, sendo um evento totalmente novo, instalações novas, e todas essas coisas. Farão alguns pequenos ajustes, mas nada em grandes proporções, pelo que vejo aqui e agora", salientou.

Chefe de equipe da Alpine, Marcin Budkowski seguiu na mesma linha de Masi. O dirigente lembrou da primeira vez que pisou no Circuito de Baku, no Azerbaijão, outra pista de rua da Fórmula 1 que levantou polêmica na época da inauguração pelas curvas ortodoxas presentes no traçado.

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Traçado da Arábia Saudita obriga pilotos a andarem muito próximos às paredes do circuito, em altas velocidades (Foto: Williams)

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"Na primeira vez que andei em Baku, eu estava trabalhando pela FIA", contou. "Eu andei em uma quarta-feira, e fui direto ao escritório do Charlie [Whiting, ex-diretor de provas da FIA] e disse: 'Você tem certeza disso, Charlie? Você que regulou isso'. Tive um pouco do mesmo sentimento na quinta. Sinto que é bom, algumas curvas são complicadas, mas é algo que pode ser olhado para 2022/2023", destacou Budkowski, antes de pontuar que as equipes não perguntam aos pilotos se eles se sentem seguros.

"Você pode conversar sobre isso depois que o final de semana passou, mas você não pergunta ao piloto se ele se sente seguro antes de um fim de semana de corrida, não é a melhor coisa a se fazer", afirmou. "Certamente, é uma pista desafiadora", encerrou.

Chefe da McLaren, Andreas Seidl também deu seu ponto de vista sobre o traçado de Jedá, que gerou reclamações de um de seus pilotos. Lando Norris afirmou que "não havia necessidade de o circuito ser assim, com os carros de F1 atuais e as velocidades que conseguem atingir". O dirigente da equipe de Woking vê a situação de outra forma, mas concorda que no momento em que um acidente de grandes proporções acontecer, a conversa será outra.

"Quando você escuta o som dos pilotos fazendo voltas rápidas aqui, fica claro que certo nível risco fica envolvido pelas paredes estarem tão perto e com o desenho da pista", opinou. "Ainda acho que é um risco gerenciável, para ser honesto. Claro que, como Lando [Norris] disse, quando acontecer um acidente, todos discutirão de forma diferente", encerrou.

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