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Diluição de receita e taxa barata: por que equipes da F1 resistem à entrada da Andretti

Nem mesmo a parceria com a GM fez o universo da Fórmula 1 se convencer. Michael Andretti vê suas chances de entrada na principal categoria de automobilismo do mundo permanecerem "altamente improváveis", devido à oposição de "uma grande maioria" dos times

9 jan 2023 - 09h10
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Michael Andretti quer entrar na F1, mas enfrenta resistência de boa parte das equipes
Michael Andretti quer entrar na F1, mas enfrenta resistência de boa parte das equipes
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

Logo após anunciar seus planos de entrada na F1, Michael Andretti afirmou — em entrevista coletiva — que não havia como a própria categoria rejeitar a parceria feita com a GM. "Acho que isso será algo enorme à Fórmula 1. E é difícil para qualquer um argumentar isso agora", pontuou o americano. Mas, aparentemente, nem mesmo tal acordo foi capaz de convencer o universo da principal categoria de automobilismo do mundo.

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A F1 recebeu a expressão pública de interesse com frieza — o que causou até declaração direta do presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, que reclamou daquilo que considerou "reação adversa". Agora, uma fonte de dentro da Fórmula 1 informou a Reuters de que as chances da Andretti ser aceita "continuam altamente improváveis", e que "uma grande maioria" das equipes se opõe a qualquer tipo de expansão.

O suporte que a equipe americana tinha anteriormente emanava da McLaren, na figura de Zak Brown — que externou torcida e criticou os opositores da ideia, em mais de uma ocasião —, e da Alpine. Mario Andretti chegou a afirmar que o time postulante tinha um acordo formal com a Renault para utilização de motores — no entanto, a bola da vez agora é a Honda.

Chefão da F1, Stefano Domenicali chegou a afirmar que expandir o atual grid “não era uma prioridade”
Chefão da F1, Stefano Domenicali chegou a afirmar que expandir o atual grid “não era uma prioridade”
Foto: Kenzo Tribouillard/AFP / Grande Prêmio

Mas por que as atuais equipes da Fórmula 1 resistem tanto à entrada da Andretti? A diluição da participação nas receitas e a sensação de que a taxa de entrada de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) — que serve como um fundo que será dividido entre o grid atual para compensar a divisão do dinheiro, consequência natural da presença de um novo time —, agora, parece muito barata.

"Realmente acho que eles (Andretti) são dignos de confiança, mas preciso ver uma taxa de entrada maior", disparou a mesma fonte sênior da F1 a Reuters. "Penso que a única chance que qualquer um tem de entrar (na Fórmula 1) é pagando uma taxa de entrada muito maior", completou tal fonte, que sugeriu um valor de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) como quantia adequada.

Em junho de 2022, por exemplo, o chefe de equipe da Haas Guenther Steiner chegou a dar entrevista afirmando que a taxa de entrada na Fórmula 1 "deveria refletir a grande progressão de valor" do esporte. Os US$ 200 milhões — que, vale lembrar, estão previstos no Pacto da Concórdia, que dita os direitos comerciais do campeonato — parecem ser, de fato, um obstáculo relevante para a Andretti.

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