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Apesar de irregularidade em pneu de Hamilton, FIA mantém vitória em Monza

6 set 2015
15h11
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Após a vitória de Lewis Hamilton no GP de Monza, na Itália, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) realizou uma investigação sobre a pressão dos pneus do piloto da Mercedes, que estariam abaixo do indicado pela Pirelli. Mesmo constatado que a escuderia violou as recomendações de segurança da Fórmula 1, a FIA determinou que não precisaria aplicar uma punição ao britânico, mantendo os resultados deste domingo.

Fornecedora oficial de pneus, a Pirelli orienta que as equipes utilizem a pressão acima de 19.5 psi no início da corrida. A investigação da FIA constatou que o pneu esquerdo traseiro de Hamilton era 0s3 psi abaixo do indicado. O companheiro de equipe Nico Rosberg, por sua vez, estava 1,1psi fora do padrão.

Notificada da irregularidade durante a corrida, a Mercedes alertou para Hamilton aumentar o ritmo na pista. O britânico acelerou e terminou a corrida 25s042 a frente de Sebastian Vettel. Caso fosse punido, o piloto perderia 25 segundos do tempo total da prova, o que colocaria em risco sua vitória.

O engenheiro da equipe alemã, Peter Bonnington, vendo a diferença de 19 segundos entre Hamilton e Vettel, teria dito através do rádio “Precisamos aumentar essa diferença. Não faça perguntas, apenas acelere”, acrescentando: “Explicaremos tudo depois”.

Com o fim da corrida e a vitória do piloto britânico – que abriu uma diferença de 53 pontos para Rosberg no quadro geral da Fórmula 1 – o chefe da Mercedes, Toto Wolff, demonstrou confiança na investigação realizada pela FIA. “Estávamos com a pressão mínima, do modo que deve ser, quando os pneus foram colocados no carro. Não sei como a diferença ocorreu, mas não foi um erro cometido pela equipe para garantir alguma vantagem na pista”, disse.

A entidade máxima da Fórmula 1 decidiu não aplicar nenhuma punição à equipe alemã – e consequentemente ao piloto britânico – após constatar que os pneus se encontravam dentro dos padrões de pressão quando acoplados ao carro.

Confira o comunicado oficial da FIA após a investigação:

“Depois de ouvir o delegado-técnico, os representantes da equipe e os engenheiros da Pirelli, determinados que a pressão dos pneus estava dentro do padrão mínimo quando eles foram acoplados ao carro.

De modo a deixar tudo claro, os comissários observaram que os cobertores de aquecimento dos pneus foram desligados de sua fonte de energia – parte de um procedimento normal - e os pneus estavam significativamente abaixo da temperatura máxima permitida no momento da medição da FIA no grid, e as temperaturas estavam muito diferentes dos outros carros examinados no grid.

Além disso, a comissão ficou satisfeita em observar que a equipe seguiu o procedimento especificado sob supervisão do fabricante de pneus para o funcionamento seguro do conjunto. Assim, a comissão optou por não aplicar nenhuma punição”.

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Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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