Alpine reduz lista e analisa seis nomes para F1 2023: "Vamos tomar nosso tempo"
Diretor-executivo da equipe francesa, Laurent Rossi também voltou a falar sobre caso envolvendo Oscar Piastri e, mais uma vez, apontou falta de lealdade do jovem australiano
Inicialmente com 14 nomes, a lista de pilotos que a Alpine observa para colocar na vaga de Fernando Alonso em 2023 caiu para somente seis. De acordo com o diretor-executivo da equipe francesa, Laurent Rossi, "não há pressa" por parte do time em definir a escolha — mas já uma data traçada para que o cenário fique mais claro.
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"Nós vamos tomar o nosso tempo, porque não queremos errar. Não há pressa e estamos em uma situação confortável. Modéstia à parte, nós temos a melhor vaga disponível do paddock no momento. Somos o quarto melhor time do grid, então os pilotos nos aguardam antes de tomar qualquer decisão", disse Rossi ao RacingNews365.
"Escolhemos 14 pilotos, como Otmar (Szafnauer, chefe de equipe da Alpine) revelou anteriormente. Agora, estamos analisando seis. Alguns não estão completamente livres para fazer uma troca, outros talvez não se encaixem no grande cenário das coisas. Até o fim de setembro, devemos ter uma boa ideia de quem queremos contratar", apontou.
Apontado como favorito da Alpine, Pierre Gasly se vê contratualmente amarrado a AlphaTauri — que primeiro precisa decidir se vai mesmo optar por Nyck de Vries, após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) barrar Colton Herta.
Mas Gasly só virou uma opção para a equipe francesa depois que Oscar Piastri publicamente rejeitou a Alpin. Depois de grande imbróglio, o australiano acertou com a McLaren — e mesmo após falar extensivamente sobre o assunto, Rossi voltou a abordar toda a situação envolvendo o jovem piloto.
"Vamos achar um piloto que pilote o carro — e, no fim, o carro ainda faz a diferença na performance. A decepção vem do grande investimento e da lealdade que mostra a alguém — você não espera que eles não retornem isso, como todo mundo", afirmou.
Quando a Alpine, então Renault, retornou à F1 como uma equipe de fábrica em 2016, o plano original previa cinco anos para o time voltar a vencer corridas e disputar títulos. De lá para cá, somente um triunfo, com Esteban Ocon vencendo o GP da Hungria de 2021.
Além disso, já incluindo a escalação para 2023, a Alpine tem para a conta sete duplas diferentes de pilotos e oito pilotos em apenas oito temporadas. Não dá para falar em estabilidade, mas Rossi demonstrou acreditar que não importa quem está no carro — a equipe só precisa fazer um trabalho melhor de construir um bólido veloz.
Laurent Rossi voltou a falar sobre Oscar Piastri (Foto: Alpine)
"Nós sabíamos que seria uma espécie de novela. Sabíamos que haveria drama, e estamos prontos para a próxima vez: nossa pele fica cada vez mais grossa, mas o projeto continua. Estamos fazendo progresso e indo na direção certa. Como eu disse, o piloto é importante, mas o carro importa mais", contou o CEO.
"A distância para a Mercedes é de 0s5 e, para a Ferrari, de 1s. Nenhum piloto consegue tirar isso por conta própria. (Caso Piastri) é só uma pequena lombada na estrada. Vamos consertar isso. Na verdade, já encerramos esse capítulo. O que dissemos sobre isso é, na nossa visão, a verdade nua e crua. Vamos deixar isso para trás e seguir em frente", finalizou Rossi.
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