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Indy 500: Palou garante a pole postion; Collet larga em 10º e Castroneves em 15°

Classificação adiada pela chuva tem pole de Palou, surpresas negativas e brasileiros em alta com Collet e bom acerto de Castroneves

17 mai 2026 - 22h22
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Foto: Josh Hernandez / Penske Entertainment

O panorama para as 500 Milhas de Indianápolis de 2026 mudou drasticamente após tempestades torrenciais cancelarem as atividades de sábado, forçando a organização a espremer todo o complexo processo de qualificação em um único e frenético domingo. No final de uma maratona de pura velocidade no Indianapolis Motor Speedway, o tetracampeão da categoria e atual vencedor da prova, Alex Palou, garantiu a pole position ao registrar uma média impressionante de 232,248 mph em sua tentativa final com a Chip Ganassi Racing. O dia ensolarado coroou uma sessão técnica profunda, recheada de decepções para equipes tradicionais, reviravoltas no apagar das luzes e apresentações brilhantes para o automobilismo brasileiro, com destaque para a estreia estelar de Caio Collet no Top 10 e o trabalho consistente do veterano Helio Castroneves.

A primeira fase da classificação explicitou o peso de um cronograma comprimido e puniu severamente quem não encontrou o acerto ideal de imediato nas quatro voltas lançadas. A grande surpresa negativa ficou por conta do colapso de múltiplos favoritos que sequer passaram perto do Top 12. O fantasma das dificuldades em ovais assombrou a Andretti Global, evidenciado pelo terrível vigésimo lugar de Will Power e pela vigésima sexta colocação de Kyle Kirkwood, além do discreto décimo oitavo posto do ex-vencedor Marcus Ericsson. A Team Penske também viveu um drama com o bicampeão Josef Newgarden amargando a vigésima quarta posição, enquanto Graham Rahal ficou em um amargo trigésimo lugar pela Rahal Letterman Lanigan Racing. Em contrapartida, Felix Rosenqvist foi a grande surpresa positiva do início da sessão ao cravar a impressionante média de 232,599 mph com a Meyer Shank Racing, liderando um grupo que viu Conor Daly e o jovem Kyffin Simpson avançarem com louvor, enquanto Alex Palou avançou no limite, garantindo a décima primeira marca da primeira fase.

No Top 12, a pista começou a esquentar e a margem de erro evaporou, ditando quem garantiria posições intermediárias e quem avançaria ao confronto decisivo. Foi nessa fase que Caio Collet, pilotando pela AJ Foyt Racing, consolidou sua posição como a grande sensação entre os estreantes ao cravar a média de 230,539 mph, garantindo a décima posição no grid final, sua melhor marca histórica no oval. O pelotão dos eliminados no Top 12 também reservou decepções pesadas para medalhões da categoria, com o neozelandês Scott Dixon ficando apenas em décimo primeiro pela Chip Ganassi e Scott McLaughlin falhando em colocar a Penske no topo ao terminar em nono. Ficaram pelo caminho também Kyffin Simpson em sétimo, Conor Daly em oitavo e Rinus VeeKay na décima segunda colocação, abrindo espaço para a definição da primeira fila no icônico Fast Six.

A decisão da pole position reuniu os seis carros mais velozes do dia em uma disputa eletrizante sob o asfalto perfeito de Indianápolis. Alexander Rossi, correndo pela Ed Carpenter Racing, surgiu como o grande elemento surpresa da fase final ao abrir os trabalhos com uma impressionante média de 231,990 mph, marca que sustentou a liderança por boa parte do treino e lhe rendeu o segundo lugar no grid final, dez anos após vencer a prova como novato. No entanto, Alex Palou demonstrou por que é o homem a ser batido na IndyCar ao extrair o limite absoluto de seu motor Honda nas voltas finais, assegurando a posição de honra e o bônus de cem mil dólares. David Malukas salvou a honra da Team Penske ao garantir o terceiro lugar com 231,877 mph, fechando a primeira fila. Felix Rosenqvist, que havia liderado as fases anteriores, não conseguiu traduzir o ritmo avassalador no momento decisivo e terminou em quarto, seguido de perto por Santino Ferrucci em quinto e Pato O'Ward na sexta colocação com a McLaren.

Além do brilhantismo de Collet na décima posição, o Brasil acompanhou de perto a jornada do tetracampeão Helio Castroneves, que vai largar do décimo quinto posto com a Meyer Shank Racing após cravar a média de 230,811 mph na rodada de abertura. Vivendo um papel duplo no final de semana, Castroneves revelou em depoimento após o treino o misto de sentimentos que enfrentou. O veterano confessou que o lado competitivo de piloto sente a falta de velocidade de reta em comparação com o companheiro Felix Rosenqvist, gerando uma frustração profissional natural, mas destacou que sua faceta como sócio e coproprietário da equipe fala mais alto, celebrando o fato de a Meyer Shank ter um carro brigando diretamente pelas primeiras posições da folha de tempos.

O ponto mais promissor para Castroneves pensando na maratona de quinhentas milhas reside no excelente comportamento dinâmico de seu carro de número 06. O brasileiro enfatizou que o acerto mecânico encontrado pelo time proporcionou um balanço perfeito durante as quatro voltas qualificatórias, permitindo que ele conduzisse de forma limpa, natural e controlada. Segundo Helio, a sensação de estabilidade e precisão nas curvas remeteu diretamente aos seus melhores anos de glória na Team Penske, algo que ele não experimentava há muito tempo no traçado de Indianápolis. Essa sólida base mecânica, livre de correções bruscas ou sustos ao volante, deixa o experiente piloto e dirigente totalmente confiante de que terá um ritmo de corrida extremamente competitivo para escalar o pelotão e brigar pela histórica quinta vitória no próximo domingo.

Parabólica
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