Ducati aponta limitações físicas de Marc Márquez, mas destaca ritmo competitivo
Davide Tardozzi destaca que espanhol ainda sofre efeitos de lesão, mas mantém desempenho consistente
Na temporada de 2026 Marc Márquez tem enfrentado um grande desafio: encontrar o ponto da moto e implementar um bom ritmo. Fora de sua forma física ideal, o piloto espanhol destaca as dificuldades que vem encontrando para seguir com um bom desempenho.
Davide Tardozzi, gerente da Ducati Lenovo Team, comentou à Sky Sports Itália sobre a condição física atual do piloto. Aos olhos de Tardozzi, o espanhol ainda não está em sua melhor forma devido ao acidente que sofreu no ano passado, na Indonésia, onde lesionou o ombro direito em um incidente com Marco Bezzecchi, ainda na primeira volta da corrida.
Durante o primeiro dia do GP dos Estados Unidos, Márquez sofreu uma forte queda que resultou na pausa da sessão devido à bandeira vermelha e saiu com machucados em seu antebraço direito e nas mãos. Na entrevista, Davide realçou que é visível que a lesão na Indonésia ainda traz consequências para o espanhol:
“Tenho certeza de que ele não está totalmente em forma. Infelizmente, o acidente do ano passado ainda tem consequências, por isso ele não está em forma. É certo que o que aconteceu na sexta [em COTA], agravou o problema, mas ele ainda carrega o peso do acidente na Indonésia".
No momento atual, Márquez se encontra na quinta posição do campeonato, somando 45 pontos. Até agora, o espanhol venceu apenas a corrida sprint no Grande Prêmio do Brasil. Após o Grande Prêmio dos Estados Unidos, onde terminou em quinto lugar, Marc deixou claro em um vídeo publicado pela Ducati que a queda de seu rendimento nesta temporada deve-se a fatores conjuntos:
“Estou com dificuldades. A moto é um problema, mas eu também sou um problema. Revi as corridas da Tailândia e do Brasil: se eu conseguir passar bem pelas três primeiras voltas, podemos disputar a vitória".
Em contrapartida, Tardozzi afirmou que apesar de não estar em seu melhor condicionamento, Marc ainda sim consegue apresentar um bom ritmo:
“Se eu considerar a parte central da corrida, após a ultrapassagem sobre Raúl Fernández, ele se aproximou de Pecco e de Bastianini. Durante essas cinco ou seis voltas, ele ganhou oito décimos sobre Bezzecchi [líder]. Então, quando ele está bem, consegue fazer uma parte da corrida como um número um".
Em Austin, Marc Márquez largou da sexta posição e após pagar a volta longa — imposta devido ao incidente com Di Giannantonio no sábado, durante a sprint — caiu para o décimo primeiro lugar. Apesar da dificuldade, o espanhol impôs um bom ritmo e terminou a etapa em quinto lugar após travar disputas com Raúl Fernández, Bagnaia e Bastianini.
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