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As pistas mais desafiadoras da história da Fórmula 1

Circuitos exigem técnica e atenção máxima dos pilotos, com alto risco e trechos que não perdoam erros

25 jul 2025 - 22h11
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Ao longo da história da Fórmula 1, alguns circuitos se destacaram não só pela tradição, mas pela exigência técnica, pela complexidade do traçado e pelos riscos envolvidos. São pistas que desafiam pilotos e equipes ao limite e que, em muitos casos, também ficaram marcadas por acidentes graves que levaram a mudanças importantes na segurança do esporte.

GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps, começou nesta sexta-feira. Pista é considerada uma das mais desafiadas do calendário.
GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps, começou nesta sexta-feira. Pista é considerada uma das mais desafiadas do calendário.
Foto: @formula1 Via Instagram / Estadão

Confira a seguir alguns dos circuitos mais exigentes da Fórmula 1:

Circuito de Ímola

O circuito de Ímola, na Itália, ficou marcado na memória do automobilismo — sobretudo dos fãs brasileiros — após a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino, em 1994. É considerado um dos traçados mais desafiadores pela combinação entre a alta velocidade atingida pelos carros, as subidas e descidas e as zonas de escape curtas.

A curva mais temida, Tamburello, leva a fama justamente pela alta velocidade em que se chega a ela. Foi nesse ponto que Ayrton Senna perdeu o controle do carro e colidiu fatalmente.

O piloto brasileiro não foi a única vítima naquele fim de semana em Ímola. O austríaco Roland Ratzenberger também perdeu a vida, mas na curva Villeneuve.

O traçado atual do circuito é diferente — e muito mais seguro — em relação àquele que vitimou os dois pilotos. Após as mortes, somadas a um grave acidente envolvendo Rubens Barrichello, a segurança do circuito passou a ser questionada.

Como consequência, foram feitas alterações justamente nas curvas Villeneuve, Tamburello e Variante Baixa, com o objetivo de reduzir a velocidade dos carros nesses trechos.

Circuito de Mônaco

O circuito de Mônaco, um dos mais clássicos e conhecidos da Fórmula 1, também está entre os mais difíceis. Isso porque a prova é disputada nas ruas estreitas do principado, à beira do Mar Mediterrâneo.

O percurso é marcado por curvas fechadas e grande proximidade com os muros, o que dificulta as ultrapassagens e exige dos pilotos máxima precisão. Mônaco também é o traçado mais curto do calendário da Fórmula 1, com apenas 3,337 km de extensão.

Spa-Francorchamps

Palco do GP da Bélgica, que começou nesta sexta-feira pela 13ª etapa da temporada, o circuito de Spa-Francorchamps também apresenta alto grau de dificuldade para os pilotos.

A combinação entre alta velocidade, mudanças bruscas de direção e baixa visibilidade transforma Spa em um cenário imprevisível. Uma de suas curvas mais icônicas, a Eau Rouge, possui uma elevação de cerca de 18%, que dificulta a visão dos pilotos sobre o restante do trajeto. Nesse trecho, os carros podem chegar a 300 km/h.

Em 1998, o circuito foi local de um dos maiores acidentes coletivos da Fórmula 1. Sob forte chuva, o piloto David Coulthard perdeu o controle do carro e colidiu contra o muro em alta velocidade. O carro ficou atravessado na pista e foi atingido pelos que vinham atrás. Ao todo, 13 veículos se envolveram no acidente. Ninguém sofreu ferimentos graves.

Anos depois, outras tragédias marcaram Spa-Francorchamps. Em 1985, o piloto alemão Stefan Bellof morreu após um acidente na curva Eau Rouge. Mais recentemente, o francês Anthoine Hubert (em 2019) e o holandês Dilano van 't Hoff (em 2023) também perderam a vida no circuito.

Circuito de Suzuka (Japão)

O circuito de Suzuka, no Japão, é famoso por seu traçado em formato de "oito", o único da categoria com essa configuração. O percurso exige muita técnica dos pilotos ao combinar curvas de alta velocidade, mudanças rápidas de direção, áreas de escape reduzidas e trechos com elevação.

Entre os pontos mais desafiadores está a sequência de "esses" no primeiro setor, que exige precisão milimétrica e ritmo constante, além da 130R, uma curva feita a mais de 300 km/h que demanda confiança absoluta do piloto.

Desde a sua criação, o circuito passou por diversas modificações para aumentar a segurança, principalmente após a morte de Jules Bianchi, em 2014. O piloto francês ficou em coma por oito meses depois de perder o controle do carro na pista molhada e colidir com um trator que removia o veículo de Adrian Sutil, que havia batido momentos antes na barreira de pneus.

Ao longo dos anos, Suzuka foi palco de decisões de campeonato e momentos históricos, reforçando sua reputação como um dos traçados mais técnicos e emocionantes do calendário.

Estadão
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