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Atletismo

Eliminado, atleta dos 200 m ataca estrutura do Rio: desumana

Washington Alves/Inovafoto/COB / Divulgação

Aldemir da Silva não passou da semifinal dos 200 m e depois desabafou

23 jul 2015
21h00
atualizado às 21h56
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O velocista Aldemir da Silva desabafou e reclamou da estrutura do atletismo no Rio de Janeiro. Atualmente, a sede dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro está com o Estádio Nilton Santos em reforma e o Celio de Castro não tem pista mais disponível desde a polêmica envolvendo a sua destruição.

Após cair ainda semifinal dos 200 m nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Aldemir não perdoou as autoridades e culpou a falta de locais adequados para poder se desenvolver profissionalmente. Atualmente, ele treina na base militar na Urca e no CDA (Comissão de Desportes da Aeronáutica).

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“Falar de estrutura no Rio é fácil, porque não tem. Dependo das instalações militares para poder treinar. Dinheiro no Brasil tem e também atletas de porte, e os atletas não teriam de passar por isso. A gente sempre depende dos outros e não há muita esperança”, disse.

Aldemir foi questionado de porquê não mudar para outra cidade, mas lembrou que é impossível em razão de sua treinadora ser do Rio de Janeiro e ter apenas um ano para os Jogos Olímpicos. “A Olimpíada está aí. Eu acho desumano alguém treinar assim. Os atletas estangeiros de alto rendimento não devem acreditar que haja outro atleta também de alto rendimento treinando em tais estruturas. É antidesportivo o que a gente passa”, completou.

Outro brasileiro presente na prova, Bruno Lins também ficou fora da final, mas admitiu que teve problemas antes de Toronto. “Treinei bastante, mas infelizmente tive um pouco de febre e fiquei doente. Isso pode ter me debilitado um pouco”, comentou o atleta, que espera render mais no 4x100 m.

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Fonte: Terra

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