Duelos contra o Grêmio foram marcados por animosidade: em 2014, foi vaiado pela torcida local ao ser substituído em jogo na Arena contra o clube que o criou
Foto: Edu Andrade/Fato Press / Gazeta Press
O mundo do futebol ficou sem entender os motivos principais que levaram Ronaldinho a deixar o Atlético-MG, mesmo ainda tendo contrato até dezembro. O objetivo do jogador e do irmão e empresário Assis era sair por cima. O medo da dupla era "manchar" a passagem por Minas com atuações ruins neste semestre.
Ronaldinho acertou a rescisão, de forma amigável, através do empresário e já pensa no futuro. Ao que tudo indica, bem longe do Brasil. Vários clubes procuraram Assis, mas o futebol inglês despertou o interesse.
O Queens Park Rangers, time que voltou à elite e conta com o goleiro Júlio César e contratou o zagueiro Rio Ferdinand, ex-Manchester United, virou alvo do irmão do meia-atacante. No clube inglês, Ronaldinho teria destaque e seria o centro das atenções mesmo aos 34 anos, no que pode ser o último contrato dele como profissional. Além desta exposição, ele estaria disputando a Premier League.
Top 5: veja golaços de Ronaldinho pelo Atlético-MG:
Além do futebol inglês, representantes da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol americana, procuraram Assis. O Los Angeles Galaxy já havia tentado levar o veterano em 2011, antes do acerto com o Flamengo. Boca Juniors, da Argentina, e Besiktas, da Turquia, também demonstraram interesse no jogador.
Nos próximos dias, Assis e Ronaldiho anunciam o destino do jogador, que não vai se aposentar dos gramados.
Carreira de Ronaldinho foi do sucesso na Europa ao retorno ao Brasil
Em dois anos e dois meses de contrato no Atlético-MG, Ronaldinho disputou 88 jogos, marcou 28 gols e conquistou o Campeonato Mineiro (2013), a Copa Libertadores (2013) e a Recopa Sul-Americana (2014).
Ronaldinho começou no Grêmio, seu clube de coração, mas a saída para o Paris Saint-German foi traumática, com direito a capítulos na Justiça e outdoor espalhado pela cidade ofendendo o jogador, chamando-o de traidor.
A vida em Paris durou duas temporadas e somente uma Uefa Interfoto Cup, em 2001, foi parar na galeria do jovem. Mas, em 2003, quando acertou a ida ao Barcelona, Ronaldinho estava dando o passo mais importante da carreira e iria viver o auge no futebol.
Foram cinco temporadas disputadas, com uma Liga dos Campeões (2006), duas Liga Espanholas (2005 e 2006) e duas Supercopas da Espanha (2005 e 2006) vencidas. Em 2004 e 2005, foi eleito o melhor do mundo. Ao todo, o disputou 207 jogos e marcou 94 gols com a camisa do Barça.
Mas, o fim do ciclo no clube catalão foi de baixa na carreira. Questionado pelas incursões noturnas em Barcelona, o rendimento caiu e os títulos ficaram escassos. O Milan apareceu como porta de entrada para um novo momento.
No clube rossonero, disputou 116 jogos e marcou 29 gols. Conquistou o Campeonato Italiano (2010-2011) e o Troféu Luigi Berlusconi (2011). Novamente, o fim do ciclo foi marcado por baixo rendimento e a ida para o banco de reservas.
O Flamengo apareceu como cenário ideal para dar a volta por cima. Grêmio e Palmeiras entraram na disputa, mas o clube carioca levou a melhor. Apresentado para mais de 20 mil torcedores na sede do clube, Ronaldinho parecia iniciar uma lua-de-mel com o futebol.
Foram dois anos, 74 jogos, 28 gols, um Campeonato Carioca invicto (2011) e muitas polêmicas. As festas e noitadas ganharam os jornais, mas Ronaldinho tinha toda a regalia. No entanto, bastaram os atrasos salariais aumentarem para ele buscar a Justiça e sair pela porta dos fundos.
O Atlético-MG entrou na vida do camisa 10 como solução imediata para que ele pudesse deixar o Flamengo. E a chegada à Cidade do Galo foi meteórica, de helicóptero, e direto ao trabalho. Após três títulos, a idolatria dos torcedores e gols decisivos na campanha da Copa Libertadores, maior título da história atleticana, ele decidiu encerrar o ciclo, só que por cima.
Da conquista da América ao fiasco do Mundial, Ronaldinho viveu dois anos intensos no Atlético-MG. O jogador virou ídolo dos torcedores e levantou taças, mas também se envolveu em polêmicas. Relembre em fotos a passagem do jogador por Belo Horizonte - na imagem, comemoração com Jô que marcou época no Atlético-MG
Foto: Julian Finney / Getty Images
Ronaldinho chegou em 4 de junho de 2012 e foi apresentado sem grande pompa no Atlético-MG - na época, era visto com desconfiança por passagem ruim pelo Flamengo
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG / Divulgação
Em 2012, logo no início de sua passagem, Ronaldinho guiou o Atlético-MG ao vice-campeonato do Brasileiro, torneio no qual terminou atrás apenas do Fluminense
Foto: Getty Images
Neymar chegou a reverenciar Ronaldinho com a camisa do Atlético-MG em encontro entre os dois
Foto: Miguel Schincariol / Getty Images
Meio-campista reencontrou Flamengo e não economizou contra o ex-clube, no qual saiu pelas portas de trás
Foto: Buda Mendes / Getty Images
Em 2013, Ronaldinho ajudou a dar ao Atlético-MG o título mineiro com vitória sobre o arquirrival Cruzeiro na final
Foto: Getty Images
Boas atuações levaram Ronaldinho para a Seleção no início de 2013, mas queda de rendimento e indisposição em apresentação a Felipão deixaram meia longe da Copa
Foto: Nereu Jt./STR / Getty Images
Ronaldinho viveu anos intensos com o Atlético-MG
Foto: Pedro Vilela / Getty Images
Contra o São Paulo, pela Libertadores de 2013, Ronaldinho teve uma das atuações mais marcantes de sua carreira, principalmente em lance em que fingiu beber água de Rogério Ceni para pedir bola sozinho na lateral e rolar para Jô marcar
Foto: Getty Images
Atuação contra o São Paulo teve um dos lances mais marcantes de Ronaldinho pelo Atlético-MG
Foto: Pedro Vilela/Agência I7 / Getty Images
Título da Libertadores, maior conquista da história do Atlético-MG, teve grande ajuda de Ronaldinho, vital na competição
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Um dos fatos mais marcantes foi a ligação criada com a torcida durante o apoio dos fãs em meio à doença da mãe do jogador, Dona Miguelina (foto): Ronaldinho chegou a chorar ao agradecer o apoio dos atleticanos à mãe
Foto: Marcellus Madureira / Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra
Ronaldinho enfrentou fracasso no Mundial de Clubes, torneio em que o Atlético-MG foi eliminado ainda na semifinal, para o Raja Casablanca
Foto: AP
Mundial terminou para Ronaldinho com expulsão no duelo pelo terceiro lugar
Foto: Alex Livesey/Fifa / Getty Images
Ronaldinho renovou contrato com o time mineiro no início de 2014 após longa negociação - o presidente Alexandre Kalil disse à época que o jogador era "apaixonado" pela torcida
Foto: Getty Images
Polêmicas fora do campo também marcaram passagem de Ronaldinho: em uma delas, o atacante teve foto com cinco mulheres em uma piscina vazada em redes sociais
Foto: Facebook / Reprodução
Duelos contra o Grêmio foram marcados por animosidade: em 2014, foi vaiado pela torcida local ao ser substituído em jogo na Arena contra o clube que o criou
Foto: Edu Andrade/Fato Press / Gazeta Press
No Independência, o meio-campista foi imbatível: se despede do Atlético-MG sem derrotas no local
Foto: Pedro Vilela / Getty Images
Ronaldinho viveu parceria vitoriosa com o garoto Bernard, que disse ter se inspirado e aprendido muito com ídolo
Foto: Nereu Jr. / Getty Images
Já em queda e com atuações pouco convincentes, duelo decisivo pela Recopa, que culminou com o título atleticano, foi o último do jogador com a camisa alvinegra
Foto: Washington Alves / Reuters
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Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos LtdaFazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda