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Com bombas e spray, polícia dispersa manifestante no RJ

15 jun 2014 20h02
| atualizado às 21h49
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<p>Policiais coíbem manifestantes no Rio de Janeiro</p>
Policiais coíbem manifestantes no Rio de Janeiro
Foto: Getty Images

Cerca de 500 manifestantes, de diversos movimentos contrários à Copa do Mundo de 2014 no Brasil, foram dispersados pela polícia a poucas quadras do Maracanã, palco de Argentina x Bósnia, neste domingo. Antes do grupo chegar ao estádio, membros atiraram ao menos três coqueteis molotov contra os PMs, que responderam com bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Como o vento estava contra, a nuvem de gás acabou indo na direção da Praça Vanhargem, na Tijuca, onde torcedores assistiam à partida válida pela primeira rodada do Grupo F pela televisão. Policiais se posicionaram em torno do estádio, permitindo apenas a passagem de pessoas com ingressos e moradores.

Parte dos manifestantes fugiu para a Rua 28 de Setembro, em Vila Isabel. Ao chegar no começo da via, um motorista que teve o carro parado pela passagem do grupo efetuou disparos para cima, ameaçando jornalistas e manifestantes.

Depois, um manifestante foi agredido por um torcedor que estava sentado em um bar na esquina da avenida com a Rua Pinto e Silva. Outro grupo não identificado atirou pedras contra alguns remanescentes do protesto. Na 28 de Setembro algumas vidraças de banco e lixeiras foram quebradas. Uma televisão chegou a ser arremesada no meio da rua.

Ao fim do jogo a polícia desfez as barreiras em torno do estádio e um pequeno grupo, de cerca de 15 pessoas, chegou à escadaria ao lado do Maracanã que leva a passarela do metrô. Eles gritavam palavras de ordem contra a Copa, a Fifa e o governo enquanto os torcedores deixavam o estádio. A maioria passava apática pelo protesto e alguns vaiaram.

A PM observou a cena com os escudos e armas em punho, parada. Antes, revistou um grupo de jornalistas que se aproximou do estádio ao ver os manifestantes na escadaria.

Mais cedo, repórteres e fotógrafos foram impedidos de se aproximar de outro foco de protesto. Questionados sobre o porque, já que não se tratava do perimetro de segurança organizado em torno do estádio, os policiais responderam apenas que cumpriam ordens.

Fonte: Terra
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