Argentina inicia novo julgamento sobre morte de Maradona
Advogado das filhas do astro disse que condenação dos réus é 'iminente'
O novo julgamento contra os sete profissionais de saúde acusados de homicídio no caso envolvendo a morte de Diego Armando Maradona começou em Buenos Aires.
Ao entrar no tribunal de San Isidro, a ex-companheira do ex-jogador, Verónica Ojeda, afirmou aos repórteres que a família "busca apenas justiça e que o julgamento seja concluído de uma vez por todas".
O advogado das três filhas de Maradona, Fernando Burlando, disse acreditar que a condenação dos réus é "iminente". Ele destacou que os familiares do ex-craque do Napoli estão "muito cansados" da longa duração do processo e que um dos objetivos da ação civil é "evitar manobras protelatórias" por parte da defesa.
As audiências semanais do novo julgamento foram reduzidas de três para duas. Além disso, a lista de testemunhas, acordada entre as partes, foi reduzida de 178 para 90 nomes.
No banco dos réus estão os membros da equipe médica que cuidaram de Maradona após uma delicada cirurgia para remover um hematoma na cabeça: o neurocirurgião Leopoldo Luque; a psiquiatra Agustina Cosachov; o psicólogo Carlos Díaz; os enfermeiros Ricardo Almirón e Mariano Perroni; a coordenadora do plano de saúde Nancy Forlini; e o médico clínico Pedro Di Spagna.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, menos de um mês após a cirurgia, aos 60 anos. A autópsia apontou insuficiência cardíaca aguda com edema pulmonar como causa da morte. O laudo também indicou que o coração do ex-jogador pesava o dobro do normal, além de apresentar cardiomiopatia dilatada e acúmulo significativo de líquido no organismo.
"Os réus o abandonaram, condenando-o à morte. Maradona começou a morrer 12 horas antes de sua morte efetiva. Se o tivessem levado a uma clínica durante esse período de tempo, ele teria sobrevivido. Foi um ato letal e criminoso de indiferença", disse o promotor Patricio Ferrari .
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