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Amigo aponta negligência em morte de árbitro durante treinamento de federação de futebol

Feliphe da Cunha da Silva, de 30 anos, faleceu cinco dias depois de ter mal súbito em teste

10 mai 2024 - 16h20
(atualizado às 23h29)
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Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro)
Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro)
Foto: Reprodução/Google Street View

Um amigo não identificado relatou o momento em que o árbitro Feliphe da Cunha da Silva, de 30 anos, teve um mal súbito durante treinamento da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), no sábado passado, 4. O profissional de educação física faleceu cinco dias depois, na quinta-feira, 9.

Em entrevista ao jornal O Dia, o colega, que também participou do teste, apontou uma certa negligência da organização do exame, realizado na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro. Segundo o homem, o atendimento ao amigo só foi iniciado ao término do teste.

“Aquecemos juntos, ele estava bem. Começamos a correr e faltando cinco tiros de corrida para o fim, ele caiu. Ele ficou ali e não podíamos parar. Veio ambulância, mas ele só foi retirado ao fim do teste, cerca de quatro minutos após cair. Ninguém chegou nele com o teste rolando. Depois que terminou, o colocaram em uma cadeira de rodas e foi o momento que ele desmaiou e foi retirado da pista”, disse o rapaz ao jornal.

Ainda segundo o homem, aparentemente, houve uma tentativa de prestar atendimento a Feliphe dentro da própria Vila Olímpica, para que, assim, o treinamento continuasse. Isso, porém, foi impedido por funcionárias do local.

"Somente 20 minutos depois que o diretor de arbitragem apareceu, nervoso. Sem a ambulância, o teste teria que ser paralisado. Acredito que eles queriam que a situação do Feliphe fosse resolvida ali para que o teste continuasse. Mas as funcionárias da Vila Olímpica chegaram gritando com ele, dizendo ‘ele tem que sair daqui’. Foi a hora que ele se tocou", completou.

Além da demora para o atendimento, o amigo relatou que a ida para o hospital foi agilizada quando o diretor foi avisado de que era Feliphe, que tinha oito anos de Ferj, que estava na ambulância.

O árbitro e o amigo já tinham feito o mesmo exame em fevereiro, no entanto, foram reprovados por não terem completado o teste devido ao calor. 

Feliphe não é o primeiro árbitro a morrer em um teste do tipo. Em março deste ano, Anderson Scott da Rocha, de 45 anos, morreu após passar mal em um treinamento da FCF (Federação Catarinense de Futebol).

Versão da Ferj

Diferentemente do que foi dito pelo amigo de Feliphe, a Ferj emitiu nota, na quinta, 9, lamentando o falecimento do árbitro e afirmando que ele foi prontamente atendido pela UTI móvel e “imediatamente levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima”. Veja abaixo o comunicado da federação:

“O Departamento de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro (Deaf-RJ) lamenta profundamente o falecimento do árbitro Feliphe da Cunha da Silva, após cinco dias de internação em uma unidade hospitalar Estadual, motivada por um mal súbito durante a realização dos testes físicos de rotina, ao que estava acostumado e dos quais participaram outros 44 árbitros e assistentes, todos devidamente liberados por autorização e atestado médico para a prática de atividades físicas.

Prontamente atendido por UTI móvel, presente no local dos testes, foi imediatamente levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, onde foi imediatamente recebido, medicado e transferido na noite do mesmo dia (sábado, 4 de maio) para o Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, seguindo os protocolos médicos e administrativos regulamentares, em condição clínica estável e lúcido (sic), acompanhado de perto por membros do DEAF-RJ durante todo o tempo.

O Departamento de Arbitragem está consternado com o falecimento de um dos seus membros, que, apesar dos seus poucos 30 anos, dos quais praticamente 9 dedicados à arbitragem, sempre demonstrou princípios éticos elevados, postura exemplar, dedicação profissional e os cuidados de saúde exigidos ao desempenho da função.

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro decretou luto oficial e se solidariza, neste momento de profunda dor, com familiares e amigos diante de tamanha e irreparável perda”.

Fonte: Redação Terra
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