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Wall St fecha em baixa, com alta nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro

23 set 2026 - 17h16
(atualizado às 17h43)
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Resumo
Wall Street fechou em baixa, pressionada por perdas da Alphabet e Amazon, pelo aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro e pela alta de quase 4% no petróleo, motivada por tensões entre EUA e Irã. Dados econômicos fortes e declarações de dirigentes do Federal Reserve reforçaram as expectativas de novos aumentos nos juros, mantendo os mercados em alerta. Com isso, os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones recuaram, enquanto investidores também monitoram a cúpula entre os governos de EUA e China.

Wall Street fechou em baixa nesta quarta-feira, prejudicada ‌pela Alphabet e pela Amazon, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro subiam e o presidente do Irã afirmava que Teerã nunca se renderá à pressão dos EUA.

Os preços do petróleo subiram quase 4% e o índice do setor de energia do S&P 500 registrou alta após o discurso do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na ONU, um dia depois de o presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, ter advertido que poderia "aniquilar" o Irã.

Uma pesquisa mostrou que a atividade empresarial dos ‌EUA atingiu o maior nível em mais de cinco anos em setembro, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro e aumentando as expectativas de que o Federal Reserve aumentará as ‌taxas de juros em sua reunião de outubro.

Os rendimentos dos ‌títulos do Tesouro de dois anos atingiram seu nível mais alto desde 2024, enquanto os ⁠rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos atingiram seu nível mais alto desde 2007.

"O mercado de ações quer uma resolução para o conflito (no Oriente Médio) e, se isso não acontecer, teremos taxas mais altas por mais tempo, o que continuará a pesar sobre o mercado acionário", disse Lauren Cassidy, diretora de investimentos da Founders 100 ETF, em Dallas.

A Meta subiu 1%, elevando ‌seu ganho nesta semana para 12% após uma recepção positiva de seu assistente de IA "Muse", que, segundo ‌analistas, pode beneficiar as ações ⁠de infraestrutura de tecnologia, ⁠ao mesmo tempo em que representa um desafio para bancos, plataformas de compras online e outras empresas do ⁠setor de consumo.

A Alphabet, controladora do Google, caiu ‌3,8%. A Amazon, que bloqueou o ‌Muse em sua plataforma de compras, recuou 2,2%.

O índice de chips PHLX recuou 1,2%, com a Nvidia registrando queda de 1,5%.

A Expedia e a Airbnb caíram mais de 7% cada uma.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente chinês, Xi Jinping, em ⁠Washington nesta quarta-feira para uma visita de três dias. A agenda inclui a prorrogação da trégua comercial alcançada no ano passado entre as duas superpotências, a regulamentação da IA e as vendas de armas dos EUA a Taiwan.

O S&P 500 recuou 0,75%, encerrando o pregão em 7.706,05 pontos.

O Nasdaq caiu 1,13%, para 26.936,04 pontos, ‌enquanto o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,68%, para 51.511,59 pontos.

Nove dos 11 índices setoriais do S&P 500 registraram queda, liderados pelo setor de serviços públicos, com baixa de 1,72%, ⁠seguido por uma perda de 1,49% no setor de serviços de comunicação.

Os mercados também analisaram os comentários do diretor do Federal Reserve Michael Barr, que afirmou que o banco central provavelmente precisará realizar novos aumentos nas taxas de juros, conforme a inflação permanece acima da meta de 2% do Fed.

Os operadores estão agora precificando uma probabilidade de 71% de que o Fed aumente as taxas de juros em sua reunião de política monetária no próximo mês, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

A rede de restaurantes casuais Cracker Barrel registrou alta de 4,5% após superar as estimativas de vendas do quarto trimestre.

A Paychex tombou 8,8% depois que a prestadora de serviços de RH e folha de pagamento informou que seu maior segmento ficou abaixo das estimativas de receita do primeiro trimestre.

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