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Vale do Silício: Quem inova divide o processo

Empreendedores têm a habilidade de se capacitar e aprender por conta própria

5 out 2022 - 04h11
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Passei a última semana no Vale do Silício. Foram 5 dias em um dos programas executivos da StartSe. Conversei tanto com profissionais das Big Techs, como Tesla e Google, quanto com empreendedores que estão construindo suas startups por lá. E uma característica em ambos chamou a minha atenção. Quem trabalha em projetos inovadores costuma dividir o processo que leva à inovação em 3 etapas: aprender, adaptar e ensinar. Deixe-me explicar.

Bilionários: 28 // Patrimônio líquido combinado: US$ 74,5 bilhões // A concentração de bilionários de tecnologia impulsiona a cidade a chegar à10ª posição. Se toda a região metropolitana e o Vale do Silício fossem levados em conta, São Franciscoficaria em segundo lugar, com 70 bilionários.
Bilionários: 28 // Patrimônio líquido combinado: US$ 74,5 bilhões // A concentração de bilionários de tecnologia impulsiona a cidade a chegar à10ª posição. Se toda a região metropolitana e o Vale do Silício fossem levados em conta, São Franciscoficaria em segundo lugar, com 70 bilionários.
Foto: Divulgação/Wikimedia Commons / Estadão

Ao estabelecer algo novo, você ainda não tem uma linguagem própria para comunicar a importância da sua criação. Por isso, tudo começa com o aprendizado. Primeiro você aprende, depois você comunica. Porém, como dificilmente há professores para coisas que não existem, essas pessoas têm uma característica em comum: a habilidade de se capacitarem por conta própria. É disso que esses indivíduos se alimentam: o hábito de serem autodidatas implacáveis. Ou eles aprendem sozinhos ou os projetos inovadores não avançam.

Depois, é preciso traduzir o que você recém aprendeu para uma linguagem que outras pessoas também aprendam. E isso leva tempo. Uma coisa é você ter o entendimento de algo. Outra coisa são os outros. Sabe aquela mente brilhante, capaz de resolver sozinha os mais complexos problemas, mas que não consegue transferir o seu conhecimento aos demais? Pois é, não adianta usar palavras e frases que só você entende. É preciso adaptá-las para o mundo real e transportá-las ao vocabulário comum.

Por fim, após adaptar a mensagem, você educa o seu público. Ou seja, ensina o que aprendeu com as palavras da sua audiência, não com as suas. É esse público que precisa dizer: "Sim, essa inovação faz sentido, ela resolve um problema que eu tenho e melhora significativamente a minha vida." E quantidade não é qualidade. Quanto mais simples for o seu discurso, maior é a probabilidade de os seus potenciais clientes entenderem o verdadeiro significado da sua oferta e o grande benefício que ela oferece. Afinal, você só se torna um bom instrutor quando o mercado aprende sobre o seu produto e entende por que ele é realmente necessário.

Na prática, empreendedores e professores possuem um conjunto de competências similares. Vim de uma família de educadores e observo isso. Para construir uma carreira bem-sucedida nesses dois mundos, é preciso ter curiosidade para aprender coisas novas, capacidade de adaptar essa mensagem para uma linguagem que o público compreende e didática para ensiná-la de forma simples às pessoas.

Estadão
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