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Irã tenta enviar petróleo por ferrovia para a China diante de bloqueio dos EUA, diz jornal

Restrição aos portos eleva estoques e obriga o país a buscar alternativas para manter exportações

27 abr 2026 - 13h23
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O Irã passou a recorrer a alternativas para escoar sua produção de petróleo diante do bloqueio dos Estados Unidos a seus portos, que tem limitado as exportações e pressionado a capacidade de armazenamento no país. Entre as medidas, está a tentativa de envio de cargas por ferrovia para a China, segundo afirmou Hamid Hosseini, porta-voz da associação de exportadores iranianos, ao Wall Street Journal.

De acordo com o jornal, o transporte ferroviário costuma ser evitado por exportadores por ser menos eficiente e rentável do que o modal marítimo. A restrição logística imposta ao Irã, no entanto, tem levado o país a adotar soluções consideradas atípicas para manter o fluxo de vendas.

Com as restrições ao transporte marítimo, os estoques de petróleo têm se acumulado rapidamente. Sem conseguir embarcar cargas nem liberar navios-tanque vazios, o país recorre ao armazenamento em embarcações ancoradas, prática já utilizada em momentos de crise.

Agora, autoridades iranianas também relatam o uso de soluções menos convencionais para ampliar a capacidade de estocagem. Entre elas, estão contêineres e tanques desativados, descritos como "armazenamento de sucata", em centros petrolíferos como Ahvaz e Asaluyeh, no sul do país.

Fortemente dependente das exportações de petróleo para sustentar sua economia, o Irã busca evitar a interrupção da produção enquanto enfrenta as limitações logísticas impostas pelo cenário geopolítico.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, declarou na última sexta que nenhum navio circula pelo Estreito de Ormuz sem a devida autorização da Marinha dos EUA, endurecendo o controle sobre uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo nesta fase do conflito.

Por sua vez, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não irá negociar um acordo para o fim da guerra "sob pressão, ameaças ou bloqueios".

Estadão
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