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Uruguai volta a importar carne de aves do Brasil, mas mantém veto a produtos de Santa Catarina

País vizinho reconheceu regionalização sanitária de um foco da doença de Newcastle na cidade de Nova Itaberaba; ao todo, 11 países restringiram compras de produtos avícolas do Estado

7 nov 2026 - 11h43
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Resumo
O Uruguai retomou a importação de carne de aves do Brasil após 19 dias de veto total, mantendo a restrição apenas para produtos de Santa Catarina devido a um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba. Com a regionalização aceita, o impacto nas exportações nacionais cai para cerca de 15 mil toneladas mensais, o que representa 3% da média do país. Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de itens inspecionados segue seguro, enquanto o governo atua para liberar outros 11 mercados.

BRASÍLIA - O Uruguai decidiu na sexta-feira, 6, voltar a importar produtos avícolas brasileiros oriundos do Brasil, à exceção daqueles originados em Santa Catarina. O país reconheceu a regionalização sanitária de um foco da doença de Newcastle em 18 de outubro na cidade de Nova Itaberaba.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com as restrições do Uruguai e de outros países delimitadas ao Estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a aproximadamente 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas.

Segundo o governo, consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações
Segundo o governo, consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

Segundo nota do Mapa, a decisão uruguaia ocorre após um trabalho conjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Mapa, e também do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Em nota, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o prazo de 19 dias em que a restrição uruguaia vigorou em todo o País até a reversão da medida para apenas o território catarinense.

"Em 2024, foram 74 dias. Agora, apenas 19. É uma diferença enorme e um resultado que merece ser comemorado. Não estamos falando apenas de números, mas de confiança, de credibilidade e da capacidade do Brasil de demonstrar que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país. Essa é uma conquista do trabalho conjunto das nossas equipes, que protege a produção brasileira e dá mais segurança a quem produz e exporta."

Atualmente, 11 países ainda restringem produtos avícolas de Santa Catarina. De acordo com o governo, a prioridade é fazer com que essas medidas sejam delimitadas apenas à área onde ocorreu o foco da doença de Newcastle.

"Aos consumidores, o Ministério reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações", diz a nota do Mapa.

Estadão
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