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'Um ou dois setores da economia podem estar abusando de recuperação judicial', diz Haddad

Segundo ministro, governo investiga possível abuso, mas não cita quais segmentos são suspeitos

27 set 2025 - 11h22
(atualizado às 13h51)
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BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou uma suspeita de que "um ou dois setores da economia" estejam abusando do instrumento da recuperação judicial — processo previsto em lei para socorrer empresas em crises financeiras.

"Tem um 'abusozinho' do uso da recuperação judicial em alguns setores, que a gente está analisando com mais calma, que nunca teve esse tipo de coisa", disse Haddad ao ser perguntado sobre uso abusivo de recuperação judicial, citando em seguida que a suspeita existe em cima de "um ou dois setores".

Ele deu entrevista ao vivo ao Podcast 3 Irmãos, transmitida pela internet. "Tem coisa que você tem certeza que está acontecendo, e tem coisa que você suspeita que está acontecendo", afirmou o ministro, que não citou quais são os segmentos em que há suspeitas.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico do dia 10 de agosto, o Judiciário tem suspendido diversos processos de recuperação judicial por uso abusivo do instituto sem obedecer aos requisitos legais. Foram citadas empresas de transporte, do agronegócio e supermercados.

A fala de Haddad ocorreu em um contexto em que o ministro falava de medidas para combater a corrupção e fraudes tributárias no Brasil. Ele citou a operação da Polícia Federal, na sexta-feira, 26, na Refinaria de Manguinhos (Refit), no Rio, que reteve cargas de quatro navios que transportavam óleo diesel do exterior com destino ao Rio de Janeiro e a São Paulo.

O chefe da Fazenda repetiu que o governo vai criar uma delegacia na Receita Federal para combater o crime organizado. "Tem que punir, mas tem que sufocar a grana, tem que secar o dinheiro porque se não o negócio se reproduz como se fosse um tumor", declarou Haddad.

Segundo o ministro, o problema do crime organiza é que há uma sofisticação que o faz se aproximar de setores organizados da economia. "O perigo aí não é só na política, é na magistratura - de repente tem um concurso de juiz, passa um cara que estudou bastante, que é ligada aos caras —, é no serviço público, é na economia real."

Haddad citou também a sequência de ataques cibernéticos que que atingiram instituições financeiras envolvendo o Pix. "As instituições podem ter prejuízos milionários", declarou o ministro.

O chefe da pasta apontou que o sistema de pagamentos vem enfrentando críticas de empresas de cartão de créditos que temem perder mercado e defendeu o sistema de pagamento instantâneo.

"Se perder, o cara tem que ter oportunidade de usar o Pix se ele quiser." Ele citou a investida do governo americano, que abriu investigação por conta do serviço. "É uma coisa de desinformado."

Estadão
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