UE adia plano "Fabricado na Europa" após divergências sobre abrangência
A Comissão Europeia anunciou na segunda-feira que adiou por uma semana o anúncio de uma política para dar prioridade a peças e produtos industriais fabricados na Europa, devido a divergências sobre a abrangência geográfica do programa.
As medidas -- que devem estabelecer limites mínimos para peças fabricadas localmente em projetos que utilizam fundos públicos em setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar e eólica e energia nuclear -- estavam programadas para serem anunciadas na quinta-feira.
"Após discussão... a apresentação da IAA está agora prevista para 4 de março", disse um porta-voz do gabinete do vice-presidente executivo da Comissão, Stéphane Séjourné, referindo-se às políticas que serão elaboradas ao abrigo da nova Lei do Acelerador Industrial.
Governos, incluindo o da França, têm defendido a ideia de regulamentações "Fabricado na Europa", argumentando que as indústrias europeias precisam de proteção diante das importações mais baratas de mercados com regulamentações ambientais e outras menos rígidas.
Mas outros países, incluindo Suécia e República Tcheca, alertam que os requisitos de "compra local" podem dissuadir investimentos, aumentar preços em licitações governamentais e prejudicar a competitividade da UE globalmente.
Fabricantes de automóveis e outras indústrias pediram que as proteções fossem estendidas além dos países da UE e da EFTA (Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein) para incluir outros territórios em suas cadeias de abastecimento, incluindo Reino Unido e Turquia.
A IAA faz parte do Acordo Industrial Limpo da Comissão, adotado em fevereiro do ano passado para impulsionar a competitividade global do bloco, particularmente com os rivais dos EUA e da China.
"Esperamos que esta semana adicional de discussões internas permita tornar a proposta ainda mais sólida", afirmou o porta-voz da Comissão.
(Alexander Chituc e Julia Payne)