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Taxas longas de DIs têm altas leves no Brasil

23 fev 2026 - 10h17
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As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo operam com leve viés de alta no Brasil nesta manhã de segunda-feira, com os rendimentos dos Treasuries no exterior exibindo movimentos contidos, após o presidente dos EUA, Donald Trump, elevar de 10% para 15% uma tarifa de importação cobrada de todos os países.

Às ⁠10h02, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,555%, ‌ante o ajuste de 12,546% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,42%, ‌ante 13,381%. O rendimento do Treasury de dez ‌anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 1 ponto-base, ⁠a 4,075%.

No sábado, Trump afirmou que elevará de 10% para 15% uma tarifa temporária sobre as importações dos EUA de todos os países, o nível máximo permitido por lei. Na sexta-feira, ele havia anunciado uma nova alíquota de 10%, após a Suprema Corte do país derrubar seu programa ‌tarifário anterior.

Nesta manhã, Trump voltou a criticar a Suprema Corte e disse ‌que outras tarifas podem ser ⁠usadas de forma "muito ⁠mais poderosa e desagradável".

No campo geopolítico, também seguem no radar as tensões entre ⁠EUA e Irã, que indicou estar ‌disposto a fazer concessões em ‌seu programa nuclear em troca do fim das sanções norte-americanas e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Em meio às tensões comerciais e geopolíticas dos últimos dias, o mercado vem elevando as ⁠apostas de que o Federal Reserve pode manter sua taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75% por mais tempo que o esperado inicialmente.

Nesta manhã, os títulos norte-americanos precificavam em 49,0% a probabilidade de manutenção dos juros nesta faixa em ‌junho -- mês de reunião do Fed com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 44,0% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme ⁠a ferramenta CME FedWatch. No dia 13 de fevereiro, os percentuais eram de 31,4% e 51,2%.

No Brasil, o boletim Focus publicado mais cedo pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para a Selic no fim deste ano foi de 12,25% para 12,13%.

Atualmente a taxa está em 15% ao ano e, para os economistas consultados no Focus, o ciclo de cortes começará em março, com redução de 50 pontos-base.

Na B3, as opções de Copom precificavam na quinta-feira -- dado mais recente -- 78,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 17,07% de chance de redução de 25 pontos-base e 1,90% de possibilidade de corte de 75 pontos-base.

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