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Trump amplia cota de importação de carne para tentar reduzir preços nos EUA e beneficia Argentina

Medida aumenta em 80 mil toneladas métricas a cota de importação e destina integralmente ao país presidido por seu aliado Javier Milei o volume adicional

6 fev 2026 - 20h03
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira, 6, uma ordem executiva para ampliar temporariamente a oferta de carne bovina no mercado interno, com foco em reduzir preços ao consumidor.

A medida aumenta em 80 mil toneladas métricas a cota de importação de aparas magras de carne bovina dentro da cota vigente para 2026 e destina integralmente o volume adicional à Argentina, com distribuição em quatro parcelas trimestrais de 20 mil t cada, administradas por ordem de chegada.

Segundo a proclamação, a iniciativa busca "garantir que trabalhadores americanos possam alimentar suas famílias a preços acessíveis", em meio a uma combinação de fatores que pressionou a oferta doméstica e elevou os custos da proteína. O aumento foi autorizado com base em lei que permite ação presidencial em casos de desastre natural ou grande disrupção de mercado.

Trump destacou que os Estados Unidos são os maiores consumidores de carne bovina por volume no mundo, seguidos por China e Brasil. Apesar da alta dos preços e da concorrência de proteínas alternativas, a demanda permanece forte, impulsionando importações recordes em 2024, quando o país adquiriu 4,64 bilhões de libras de carne bovina (cerca de 2,1 milhões de toneladas).

O governo também ressaltou que o preço da carne moída alcançou em dezembro de 2025 média de US$ 6,69 por libra, o maior valor desde o início da série histórica do Departamento do Trabalho nos anos 1980. Entre os fatores que reduziram a oferta doméstica estão secas prolongadas, incêndios florestais e restrições à importação de gado vivo do México após casos de pragas sanitárias, além da redução do rebanho bovino americano para 94,2 milhões de cabeças, um dos menores patamares históricos.

Na avaliação da Casa Branca, a elevação temporária da cota de aparas magras, utilizada principalmente na produção de hambúrgueres, deve ampliar a disponibilidade de matéria-prima e contribuir para conter a escalada de preços ao consumidor. O Departamento de Agricultura continuará monitorando a oferta e a demanda domésticas ao longo de 2026 e deverá recomendar novas ações caso necessário, de acordo com o texto da ordem.

Estadão
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