Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Trichet diz que BCE discorda de FMI sobre capital de bancos

5 set 2011 - 16h25
Compartilhar

<br/><br />O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse nesta segunda-feira que os especialistas do banco discordam do método do Fundo Monetário Internacional (FMI) de avaliar as exigências de capital de bancos europeus e que o número final do fundo deverá ficar bem abaixo de 200 bilhões de euros.<br /><br /><br />Trichet também disse que um comitê da União Europeia (UE) e do FMI deu ao governo da Grécia mais tempo para tomar as decisões necessárias para manter em curso o programa de ajuda oferecido ao país pelas duas instituições. "O governo grego entende a mensagem e fará o que for necessário para alcançar seus objetivos", disse Trichet em entrevista a um canal de televisão.<br /><br /><br />Questionado se as exigências de capital de bancos europeus estão em linha com a avaliação do FMI de 200 bilhões de euros, Trichet respondeu: "Há um desacordo muito importante sobre os métodos de cálculo das necessidades de capital... Estou convencido de que o número final do FMI ficará bem longe disso".<br /><br /><b>Entenda</b><br>No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas. <br /><P><br />A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.<br /> <P><br />Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.<br /> <P><br />Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor&aposs retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.<br /><P>

Fonte: Invertia Invertia
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra