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Temores do BCE sobre inflação persistem apesar da queda no preço do petróleo

30 jun 2026 - 08h30
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As autoridades Banco Central Europeu ‌comemoraram a recente queda nos preços do petróleo nesta terça-feira, mas alertaram que os custos com energia continuam elevados e que o choque se prolongará na economia por algum tempo, alimentando as pressões sobre os preços.

O BCE elevou as taxas de juros no mês ⁠passado, e as autoridades estão avaliando se devem dar continuidade a ‌esse aperto monetário nos próximos meses, mesmo que as perspectivas de um acordo de paz no Oriente Médio tenham levado a ‌uma queda nos preços do petróleo desde ‌a decisão sobre os juros de 11 de junho.

Outro ⁠movimento já está precificado pelos mercados e continua firmemente em pauta.

"Em termos do impulso inflacionário geral, o fato de termos, talvez por alguns anos, preços do petróleo acima do nível pré-guerra representa, essencialmente, um impulso de aumento de custos para a economia", afirmou o ‌economista-chefe do BCE, Philip Lane, à Bloomberg TV.

O presidente do banco central ‌alemão, Joachim Nagel, reconheceu ⁠que os ⁠preços da energia caíram mais rapidamente do que o BCE havia projetado, aliviando ⁠algumas pressões sobre os preços.

O ‌cenário mais moderado do BCE ‌previa que os preços do petróleo Brent cairiam para US$78 o barril até o final do ano, mas já estão abaixo de US$73 e os contratos futuros apontam para novas ⁠quedas.

"Tenho que admitir que a queda dos preços da energia, dos preços do petróleo, foi uma surpresa", disse Nagel à CNBC.

No entanto, tanto Nagel quanto Lane alertaram que as restrições de oferta e a necessidade de reabastecer os ‌estoques de petróleo podem manter os preços relativamente altos por algum tempo.

"O choque nos preços da energia que começou com o conflito ⁠no Oriente Médio ainda não acabou, continua presente no sistema. Portanto, espero que as taxas de inflação permaneçam significativamente acima da nossa meta", disse Nagel.

O presidente do banco central belga, Pierre Wunsch, por sua vez, disse que os argumentos a favor de outro aumento de juros diminuíram.

"Talvez precisemos de outro aumento — é claro que é isso que o mercado está precificando —, mas não tanto quanto pensávamos em junho", disse ele à Bloomberg TV. "Prefiro, se acreditarmos que precisamos de outro, agir rapidamente. Isso não significa julho."

Os mercados financeiros estimam a chance de um aumento de juros em julho em cerca de 33%.

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