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Taxas dos DIs fecham em alta com IBC-Br acima do esperado

16 jan 2026 - 16h59
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As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira com altas moderadas, após uma sessão em que o destaque foi o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que ficou acima do esperado, ‌levantando dúvidas sobre quando o Banco Central poderá cortar os juros.

No fim da tarde, a ‌taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,205%, ante o ajuste de 13,087% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 estava em 13,72%, ante o ajuste de 13,585%.

Visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br subiu 0,7% em novembro ‍sobre o mês anterior, segundo dado dessazonalizado informado pelo BC. A leitura superou expectativa de economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,30%.

"A atividade vindo um pouco mais forte no final do ano passado pode fazer com que o ‌Banco Central demore um pouco mais para cortar os juros", ‌disse o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz.

O BC realiza a primeira reunião de 2026 nos dias 27 e 28 de janeiro e a expectativa em geral é de manutenção da Selic no atual patamar de 15%, com investidores em busca de indicações sobre o início do ciclo de cortes.

À tarde, os agentes também acompanharam os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com a União Europeia e fazer parcerias com o mundo todo, em especial com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A declaração foi feita ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do acordo comercial entre UE e Mercosul, no sábado, em Assunção, no Paraguai.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries subiram, com investidores avaliando dados econômicos recentes e a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve no curto prazo.

Às ‌16h44, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 4 pontos-base, a 3,599%. O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 7 pontos-base, a 4,233%.

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