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Taxas dos DIs avançam antes de decisão do Copom

29 abr 2026 - 17h05
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As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quarta-feira em alta, com agentes aguardando o anúncio da decisão de juros do Banco Central e monitorando o exterior, onde o petróleo Brent fechou próximo dos US$120 em meio à persistência das indefinições sobre um desfecho da guerra no Oriente ⁠Médio.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de ‌2028 estava em 13,985%, ante o ajuste de 13,743% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI ‌para janeiro de 2035 marcava 13,88%, ante ‌13,631%.

Segundo as apostas majoritárias do mercado, o Comitê de ⁠Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços. O anúncio da decisão será feito a partir das 18h30.

Para os ‌economistas do Bank of America, a principal mudança no comunicado do BC ‌divulgado ao fim da ⁠reunião deve ⁠ser "uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se ⁠distanciaram ainda mais da meta".

"Com ‌o horizonte de política monetária ‌relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta para novos cortes graduais, dependendo dos dados que forem divulgados e da contenção dos efeitos ⁠de segunda ordem", disse o banco em relatório.

Além da expectativa pelo Copom, a geopolítica também impactou os preços, com o petróleo Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o presidente dos EUA, Donald ‌Trump, pediu que o Irã "fique esperto logo" e assine um acordo, depois de dias de impasse nos esforços para acabar com o ⁠conflito e de uma reportagem na mídia noticiar que os EUA vão estender seu bloqueio aos portos iranianos.

Durante a tarde, o Federal Reserve manteve as taxas de juros estáveis, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado.

Em segundo plano, a agenda macroeconômica local mostrou, no início da tarde, que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho em março, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que vieram acima do esperado por economistas. Pela manhã, foi divulgado que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.

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