Revista Time inclui Nubank em lista das 10 empresas de serviços financeiros mais influentes
Publicação afirma que empresa brasileira avança para mercados altamente regulados. Mercado Pago BlackRock e Mastercard também fazem parte do ranking
A revista americana Time incluiu o Nubank na lista das 10 empresas de serviços financeiros mais influentes do mundo em 2026, ao lado de nomes como Mercado Pago, BlackRock e Mastercard.
Na reportagem, a publicação afirma que a fintech brasileira tem buscado comprovar que um banco digital pode ganhar escala ao mesmo tempo em que se mantém rentabilidade e avança para mercados altamente regulados.
Veja a lista completa:
- Mercado Livre (controladora do Mercado Pago)
- Block
- PalmPay
- BlackRock
- Ant Group
- Nubank
- Kalshi
- Chime
- Circle Internet Group
- Mastercard
A instituição financeira já tem operações no México e na Colômbia, e caminha para obter uma licença bancária nos EUA. A revista destaca ainda que o Nubank fechou 2025 com 131 milhões de clientes e gera receita anual de US$ 16,3 bilhões.
"Vemos este ano como um ponto de inflexão: o ano em que começamos a transição de líder latino-americano para uma plataforma global de serviços financeiros digitais", diz o fundador e CEO do Nubank, David Vélez.
Sobre o Mercado Pago, a revista lembra que a fintech do Mercado Livre já tem 78 milhões de usuários mensais ativos e, em 2025, gerou US$ 12,6 bilhões em receita líquida.
A companhia dispõe da vantagem de manter um relacionamento estreito com milhões de lojistas e consumidores, além de ter acesso a valiosos dados transacionais, de acordo com a matéria. A meta é construir o maior banco digital da América Latina, diz o CEO do Mercado Livre, Ariel Szarfsztejn.
O banco do cartão 'roxinho'
CEO do banco, o colombiano David Vélez, de 43 anos, apareceu na lista de bilionários da Forbes de 2025. Segundo a publicação, em 2024 ele possuía US$ 10,7 bilhões (R$ 56 bilhões, na cotação atual). Em 2022, ele anunciou que se mudaria do Brasil para o Uruguai, onde vive atualmente.
Vélez se formou em engenharia e finanças na Universidade de Stanford, no coração do Vale do Silício. Ele seguiu carreira no mercado financeiro em grandes bancos americanos como Goldman Sachs e Morgan Stanley, mas logo migrou para o capital de risco: em 2008, montou no Brasil a operação do fundo General Atlantic. Em 2011, foi para a liderança da Sequoia Capital, como responsável pelo grupo de investimentos da empresa para América Latina.
Em 2013, decidiu empreender e buscou executivos de alto escalão dos bancos para apresentar propostas de reformulação dos serviços financeiros, mas teria ouvido que aquela ideia nunca ia dar certo.
Com US$ 1 milhão arrecadado com os velhos amigos do Sequoia, além de economias próprias e de sócios como Cristina Junqueira e Edward Wibble, ele deu início ao negócio em uma casinha na Rua Califórnia, no Brooklin, bairro de São Paulo.
A fintech conseguiu crescer e se popularizar principalmente entre jovens com o lançamento do cartão de crédito "roxinho" e um serviço voltado ao digital, sem tarifas, taxa de anuidade, com atendimento rápido para resolução de problemas e com juros abaixo da média para as instituições financeiras brasileiras até então.
Outro diferencial era a exclusividade: para ter o cartão de crédito, era preciso a indicação de amigos. Junto a um marketing bem feito, o Nubank se expandiu em ritmo acelerado. Hoje, oferece serviços financeiros no Brasil, México, na Colômbia e Argentina e mira o mercado dos Estados Unidos, onde já tem ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.
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