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Taxa de inadimplência no Brasil atinge em janeiro nível mais alto desde 2017

25 fev 2026 - 08h36
(atualizado às 10h25)
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A inadimplência de consumidores ‌e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil subiu para 5,5% em janeiro, nível mais elevado desde agosto de 2017, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira.

Notas de 200 reais
02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Em dezembro, a inadimplência estava em ⁠5,4%. Em 12 meses, o indicador subiu 1,1 ponto percentual ‌em meio a juros persistentemente altos, com a taxa básica Selic atualmente em 15%.

Depois de interromper um ‌ciclo agressivo de aperto monetário em ‌julho, o BC manteve a Selic no início ⁠do ano no nível mais alto em quase duas décadas. Mas indicou que espera começar a cortar os juros no próximo mês, à medida que surgem sinais mais claros de arrefecimento da economia.

Em seu último relatório de ‌política monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu a alta ‌da inadimplência ao ⁠longo do ⁠ano passado principalmente a mudanças nas regras, acrescentando que já observava "alguns ⁠sinais de estabilização".

Os dados ‌do BC mostraram ainda ‌que as concessões de empréstimos pelo sistema financeiro no Brasil caíram 18,9% em janeiro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito ⁠recuando 0,2% no período, a R$7,116 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de ‌17,2% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo ⁠governo, houve recuo de 32,9% no período.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 47,8% ao ano em janeiro, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve alta de 0,2 ponto no mês, a 11,6%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 34,3 pontos percentuais nos recursos livres em janeiro, contra 33,0 pontos no mês anterior.

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