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Tarifa pode superar 15% para alguns países, diz representante comercial dos EUA

Em entrevista à Fox News, Jamieson Greer afirmou que EUA planeja lançar investigações sobre práticas comerciais desleais baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio

25 fev 2026 - 17h59
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Jamieson Greer, representante comercial do governo dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira, 25, que as tarifas dos EUA para importações de outros países podem ir além dos 10% gerais que entraram em vigor na terça-feira, 24.

Na última sexta-feira, 20, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a tarifa geral seria de 15%, após a Suprema Corte do país ter derrubado as tarifas recíprocas estabelecidas pelo republicano em abril do ano passado. No entanto, a alíquota acabou sendo menor por pelo menos 150 dias.

"Mesmo agora temos uma tarifa de 10%, que subirá para 15% para alguns e poderá subir ainda mais para outros. Acho que estará em linha com os tipos de tarifas que temos visto. Queremos ter continuidade neste programa", disse Greer em entrevista ao canal de TV Fox News.

Segundo Greer, o governo americano está se preparando para lançar investigações sobre práticas comerciais de outros países que seriam desleais no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, a mesma utilizada para iniciar uma investigação sobre o Brasil em 2025.

A Seção 301 é uma ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas, discriminatórias ou restritivas ao país, também como forma de pressionar por abertura de mercados. Com este mecanismo, a Casa Branca pode investigar políticas tarifárias, barreiras comerciais e restrições digitais.

"Isso inclui coisas como pessoas que usam trabalho forçado em suas cadeias de suprimentos", explicou Greer. Outra razão para investigações seriam países acusados de construir capacidade industrial excedente e inundar os mercados americanos.

"Com a Indonésia, por exemplo, faremos uma investigação. Analisaremos o excesso de capacidade industrial. Analisaremos o que eles estão fazendo na pesca e coisas do gênero, conduziremos essa investigação e, em seguida, compararemos com o que eles concordaram em fazer e com o que consideramos ser o problema. Então, determinaremos que tipo de tarifa deve ser aplicada", afirmou o funcionário do governo Trump.

As investigações podem ter duração de até 12 meses. Segundo o Congresso dos EUA, as ações retaliatórias autorizadas pela Seção 301 são:

  • Imposição de tarifas ou outras restrições à importação;
  • Retirada ou suspensão de concessões de acordos comerciais;
  • Firmamento de um acordo vinculativo com o governo estrangeiro para cessar a conduta em questão ou compensar os EUA.

Brasil

No caso do Brasil, a Casa Branca afirmou em julho de 2025 que investigaria "atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal".

Os termos utilizados levantaram preocupação de que Trump poderia mirar o Pix, sistema de pagamentos digital criado pelo Banco Central e largamente utilizado pela população brasileira em detrimento do uso de serviços oferecidos por empresas americanas.

Estadão
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