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Supersafra deve ser ainda maior do que a prevista, aponta IBGE

Se confirmado, o resultado será 49,2 milhões de toneladas superior ao desempenho de 2024, um aumento de 16,8%, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira, 14

14 out 2025 - 20h12
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RIO - A safra brasileira deve alcançar neste ano um recorde ainda maior do que o previsto, totalizando 341,9 milhões de toneladas. Se confirmado, o resultado será 49,2 milhões de toneladas superior ao desempenho de 2024, um aumento de 16,8%, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao levantamento de agosto, houve um aumento de 0,2% na estimativa, o equivalente a 660,9 mil toneladas a mais.

"Com auxílio do clima benéfico durante a safra de verão e a segunda safra, chegou-se ao recorde na safra de grãos. Outro motivo é que os produtores também ampliaram as áreas de plantio e investiram mais nas lavouras porque os preços de alguns produtos na época do plantio estavam atrativos e com boa rentabilidade", justificou Carlos Barradas, gerente do levantamento do IBGE, em nota.

A revisão do IBGE, com alta na projeção, abrante a maior parte das culturas
A revisão do IBGE, com alta na projeção, abrante a maior parte das culturas
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A área a ser colhida deve totalizar 81,4 milhões de hectares em 2025, 2,4 milhões de hectares a mais do que o desempenho de 2024, um aumento de 3,0%. Em relação ao levantamento de agosto, houve uma alta de 102,7 mil hectares na estimativa da área colhida, elevação de 0,1%.

O País deve colher neste ano um volume recorde de soja, milho, algodão e sorgo. São esperados aumentos de dois dígitos em 2025 para a soja (alta de 14,4%, para um recorde de 165,9 milhões de toneladas) e o milho (20,7%, para 138,4 milhões de toneladas). O milho 1ª safra tem alta projetada de 14,0%, para 26,1 milhões de toneladas; e o milho 2ª safra, de 22,4%, totalizando 112,3 milhões de toneladas.

As projeções são de aumentos significativos também para o arroz (17,2%, para 12,4 milhões de toneladas), algodão (10,6%, para um novo recorde de 9,8 milhões de toneladas), sorgo (24,8%, para um recorde de 5,0 milhões de toneladas) e trigo (3,6%, para 7,8 milhões de toneladas). Para o feijão, a previsão é de queda de 0,5%, para 3,1 milhões de toneladas.

A expectativa de uma safra melhor de milho e algodão ajudou a aumentar a projeção de setembro.

Em relação ao levantamento de agosto, houve avanços nas estimativas da produção de:

  • Milho 2ª safra (alta de 0,3% ou 352,880 mil toneladas a mais);
  • Milho 1ª safra (0,2% ou 61,573 mil toneladas a mais);
  • Algodão herbáceo em caroço (3,7% ou 351,683 mil toneladas a mais);
  • Tomate (4,3% ou 189,710 mil toneladas a mais);
  • Café canephora (4,2% ou 49,513 mil toneladas a mais);
  • Feijão 2ª safra (3,2% ou 40,096 mil toneladas a mais);
  • Cevada (1,7% ou 9,600 mil toneladas a mais);
  • Mandioca (1,2% ou 253,320 mil toneladas a mais);
  • Trigo (1,0% ou 76,602 mil toneladas a mais);
  • Feijão 3ª safra (0,8% ou 6,565 mil toneladas a mais);
  • Sorgo (0,1% ou 4,717 mil toneladas a mais) e
  • Arroz (0,0% ou 2,151 mil toneladas a mais).

Na direção oposta, as estimativas foram revistas para baixo para:

  • Feijão 1ª safra (-4,6% ou -47,633 mil toneladas);
  • Aveia (-1,9% ou -25,475 mil toneladas);
  • Café arábica (-0,8% ou -17,010 mil toneladas) e
  • Soja (-0,0% ou -26,380 mil toneladas).
Estadão
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