Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

SP: Justiça determina que abastecimento seja retomado

7 mar 2012 - 10h37
Compartilhar

A Justiça determinou que os caminhoneiros retomem o abastecimento de combustíveis na cidade de São Paulo, segundo informou nesta terça-feira à noite a Prefeitura de São Paulo. O juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), concedeu medida liminar "para determinar que sindicatos acusados de promover ações com o objetivo de impedir a distribuição de combustível em postos de gasolina da capital paulista retomem a normalidade dos serviços".

Caso haja descumprimento da liminar, os sindicatos arcarão com multa diária de R$ 1 milhão cada, segundo determinação do magistrado.

A Procuradoria Geral do Município (PGM) de São Paulo entrou na Justiça contra Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) e contra o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo para garantir o abastecimento de combustível na cidade. A ação foi movida para assegurar os interesses públicos e evitar prejuízos à população.

Nesta segunda-feira, caminhoneiros paralisaram a entrega de combustíveis em protesto contra a restrição de veículos pesados na Marginal Tietê (SP). Por conta da greve, houve falta de combustível nos postos da cidade, o que levou a Polícia Militar a criar um gabinete de crise e escoltar os caminhoneiros que tentarem entregar o produto durante a paralisação.

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo informou que não vai comentar a decisão por ainda não ter sido notificado. O Terra não conseguiu localizar o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo.

Violência

Houve relatos de violência contra caminhoneiros que tentaram entregar combustível apesar da paralisação, o que levou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) a pedir auxílio da polícia para garantir a entrega dos combustíveis.

"Infelizmente, essas manifestações estão ocorrendo de forma violenta, com depredações de diversos veículos e ameaças a funcionários e motoristas", disse o Sindicom em nota.

"O Sindicom deu entrada ontem (segunda-feira) na Justiça em pedidos de medidas cautelares, para assegurar proteção policial ostensiva ao trânsito dos caminhões-tanques de suas associadas. Aguardamos estas decisões para retomar as operações com segurança."

Só nesta terça a Polícia Militar realizou pelo menos seis escoltas para garantir a entrega de combustíveis, mas segundo a assessoria de imprensa da corporação, alguns motoristas estão se recusando a fazer entregas mesmo com escolta por temores de que possam sofrer represálias posteriores.

As escoltas estão sendo coordenadas pelo gabinete de crise criado pela Polícia Militar, que conta também com a participação da tropa de choque, da Polícia Rodoviária e de representantes da prefeitura. Além de escoltas, a PM também realiza policiamento preventivo para garantir segurança nas distribuidoras.

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros Autônomos, Claudinei Pelegrini, nega participação da entidade nos episódios de violência e alerta que a paralisação já afeta outros setores além da entrega de combustíveis, como a entrega de mercadorias a supermercados e de materiais de construção.

"Toda vez que um movimento ganha força, pessoas se infiltram nele para desestabilizar. Eu não iria lá depredar o caminhão de um companheiro que amanhã poderia estar ao meu lado carregando comigo na base", disse. "Se a gente quisesse fazer alguma coisa, a gente trancava a Marginal", acrescentou.

Pelegrini reclama que a restrição ao tráfego na Marginal Tietê é a quinta imposta pela prefeitura ao trânsito de caminhões na cidade. Segundo ele, em alguns casos, o trajeto feito para entrega de produtos pode subir em mais de 100 km caso os caminhões não possam passar pela Marginal Tietê.

A restrição aos caminhões na Marginal Tietê ocorre de segunda a sexta das 5h às 9h e das 17h às 22h. Após às 9h desta terça, um grande fluxo de caminhões entrou na via prejudicando o trânsito pela manhã na capital paulista. Por volta das 11h, depois do horário de pico, a cidade registrou mais de 150 km de congestionamento.

"Nós não temos outra opção que não o fim da restrição", disse Pelegrini, que disse aguardar um contato da prefeitura para negociar o término da paralisação. "Que se tire pelo menos a restrição no período da manhã", disse.

Com informações da Reuters

Por conta da greve, postos de São Paulo ficaram sem combustível
Por conta da greve, postos de São Paulo ficaram sem combustível
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Fonte: Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra