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S&P 500 encerra com queda marginal, enquanto investidores se concentram na guerra entre EUA e Irã

24 set 2026 - 17h17
(atualizado às 17h40)
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Resumo
O S&P 500 fechou estável nesta quinta-feira, pressionado pela escalada do conflito entre EUA e Irã, que elevou os rendimentos dos títulos públicos e levou o petróleo Brent a quase US$ 107. As perdas foram contidas por negociações diplomáticas entre os dois países e pelo avanço das ações da Meta. Além da geopolítica, o mercado operou cauteloso devido ao aumento das expectativas de novas altas nas taxas de juros pelo Federal Reserve, impulsionadas pela forte atividade econômica nos Estados Unidos.

O S&P 500 fechou com uma ‌queda marginal nesta quinta-feira, com a Microsoft em baixa e a Meta em alta, enquanto a incerteza em relação ao Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos do Tesouro.

O S&P 500 e o Nasdaq se recuperaram das mínimas do pregão depois que a Reuters noticiou que negociadores dos EUA e do Irã estavam explorando um caminho gradual para sair da ⁠guerra, que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz por Teerã e o fim do bloqueio econômico ‌imposto por Washington ao Irã.

Líderes dos EUA e do Irã trocaram farpas nesta semana na Assembleia Geral da ONU. Os preços do petróleo Brent subiram mais de 3%, para quase US$107 por barril, ‌depois que um ataque com mísseis dos militantes houthis à ‌Arábia Saudita reacendeu os temores de interrupções no abastecimento.

"Isso apenas reforça a visão de que ⁠estamos lidando com um grande catalisador de mercado neste momento", disse Bill Northey, diretor sênior de investimentos na U.S. Bank Wealth Management. "Na verdade, tudo gira em torno do petróleo e da inflação e do efeito sobre as taxas de juros, e depois do impacto em cascata dessas taxas nos mercados de capitais."

As gigantes da IA apresentaram resultados mistos: a Microsoft caiu 0,5% e a Broadcom perdeu ‌1,3%, enquanto a Advanced Micro Devices subiu 2,4%.

A Meta saltou 4,5%, um dia depois que a empresa ‌de mídia social revelou um pequeno ⁠dispositivo portátil para uso ⁠com seu assistente de IA recém-lançado.

A Oracle caiu 3,5% após uma reportagem informar que a empresa enviou uma notificação ⁠de "força maior" a um data center no Novo México. ‌As ações da Blue Owl, desenvolvedora ‌do projeto, também registraram forte queda.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, com o rendimento do título do Tesouro de 30 anos atingindo seu nível mais alto desde 2004. Rendimentos mais altos tornam os títulos do Tesouro, considerados um porto seguro, relativamente mais atraentes para ⁠os investidores do que ações com retornos incertos.

O S&P 500 teve variação negativa de 0,02%, encerrando o pregão em 7.704,13 pontos.

O Nasdaq oscilou 0,01% para cima, a 26.939,37 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average recuou 0,31%, para 51.349,98 pontos.

Oito dos 11 índices setoriais do S&P 500 caíram, liderados pelo setor de materiais, com queda de 1,18%, seguido ‌por uma perda de 0,96% no setor de bens de consumo básico.

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca para uma cúpula que deve ⁠ter forte caráter simbólico, mas pouca substância em relação a questões como IA, comércio, Taiwan e a guerra no Oriente Médio.

Dados divulgados na quarta-feira, sugerindo uma forte atividade empresarial, levaram a um aumento nas expectativas de que o Federal Reserve elevará as taxas de juros novamente, após o aumento de 25 pontos-base na semana passada. Os operadores de mercado estão agora precificando uma chance de quase 70% de um aumento no próximo mês, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, que tem direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto, afirmou nesta quinta-feira que é razoável supor que o banco central dos EUA possa precisar aumentar as taxas de juros novamente antes do final do ano.

A MGM Resorts despencou 11% depois que a People Inc, do magnata da mídia Barry Diller, retirou sua proposta de compra da operadora de cassinos.

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