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Ascensão industrial da China atinge duramente manufatura alemã, constata BCE

22 set 2026 - 09h31
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Resumo
Segundo o BCE, a ascensão industrial da China em bens de alta tecnologia e valor agregado está reduzindo a fatia de mercado da União Europeia nas exportações globais. A manufatura alemã é a mais atingida devido à forte concorrência em setores vitais como maquinário e automotivo. Além de superar os produtos europeus em mercados terceiros, o crescimento da produção interna chinesa tem diminuído suas importações da Europa, prejudicando economias integradas às cadeias de valor da região central.

A transformação industrial ‌da China está tirando espaço das empresas europeias nos mercados globais, especialmente nos setores de maquinário e equipamentos de transporte, e as empresas alemãs estão sofrendo alguns dos maiores ⁠impactos, afirmou o Banco Central Europeu nesta terça-feira.

A ‌China vem expandindo sua presença global nos últimos anos, concentrando grande parte de ‌seus esforços na produção de ‌bens de alto valor agregado e ⁠de tecnologia, conquistando alguns dos mercados mais consolidados das empresas europeias que dependem das exportações.

"A participação da UE nas exportações globais de bens diminuiu, especialmente em setores e destinos ‌onde a China fortaleceu sua presença global, notadamente ‌em máquinas ⁠e equipamentos ⁠de transporte", afirmou o BCE em um artigo do ⁠seu boletim econômico.

Entre ‌os maiores países ‌da UE, a Alemanha apresenta a maior semelhança nas exportações com a China, enquanto a Itália apresenta a menor, segundo o ⁠estudo. Países menores, como a Irlanda ou a Grécia, estavam entre os menos expostos.

"Isso aponta para uma intensificação da concorrência em setores que têm ‌sido os principais motores de crescimento em algumas economias europeias nas últimas décadas, incluindo ⁠a produção automotiva e a maquinaria industrial", acrescentou o BCE.

Além de excluir as empresas europeias dos mercados de países terceiros, a China também está importando menos produtos da Europa à medida que sua produção interna ganha força.

"A queda é mais acentuada nas economias integradas às cadeias de valor europeias dos setores manufatureiro e automotivo, incluindo a Alemanha e várias economias da Europa Central", acrescentou o BCE.

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