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Cerca de 60 navios passaram pelo Estreito de Ormuz na 4ª, diz autoridade norte-americana

24 set 2026 - 17h37
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Resumo
Cerca de 60 navios comerciais cruzaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, transportando quase 22 milhões de barris de petróleo sob escolta dos EUA, no maior volume diário desde julho, em meio à guerra contra o Irã. O fluxo segue abaixo da média anterior ao conflito, de 125 embarcações diárias. Ponto central da crise global, a rota é negociada em Nova York: um acordo prevê a reabertura total da passagem por Teerã em troca da suspensão do bloqueio econômico imposto por Washington.

Cerca de 60 ‌embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, transportando o maior volume diário de petróleo bruto desde o início de julho, apesar da guerra em curso entre os ⁠Estados Unidos e o Irã, informou uma autoridade ‌norte-americana à Reuters sob condição de anonimato.

Aproximadamente 40 desses navios se coordenaram  com as ‌Forças Armadas dos EUA para ‌obter proteção, acrescentou a autoridade. Um ⁠total quase 22 milhões de barris de petróleo saiu do ponto de estrangulamento marítimo.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os números apresentados pela autoridade norte-americana.

O Estreito de Ormuz ‌tornou-se fundamental para os esforços de encerrar ‌o conflito de ⁠quase sete ⁠meses entre os EUA e o Irã, com o ⁠Irã buscando ‌alívio do bloqueio norte-americano ‌que sufoca sua economia e Washington pressionando Teerã a interromper a interferência na navegação pela importante rota global de abastecimento ⁠de petróleo.

Antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o estreito costumava receber cerca de ‌125 grandes navios comerciais por dia, incluindo petroleiros, navios de gás, graneleiros e embarcações porta-contêineres, ⁠representando cerca de 20% do abastecimento diário mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

A Reuters informou nesta quinta-feira que negociadores dos EUA e do Irã em Nova York avaliam um caminho gradual para sair da guerra, que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz por parte de Teerã e a suspensão do bloqueio econômico ao Irã por parte de Washington, segundo fontes próximas às negociações.

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