Site da revista 'The Economist' limita conteúdo grátis
Uma das mais conceituadas publicações sobre economia no mundo, a revista britânica The Economist vai passar a cobrar por parte do seu conteúdo na internet (www.economist.com). Até agora, o acesso às matérias e artigos da versão eletrônica eram abertos. A partir do próximo dia 13 de outubro, parte do conteúdo só poderá ser acessado por assinantes, por meio de senha, segundo informações trazidas por um anúncio da revista em seu site.
Num primeiro momento, ficará sem cobrança todo o conteúdo do site que foi publicado nos últimos 12 meses. Posteriormente, em data não divulgada, o acesso será restrito às matérias dos últimos 90 dias.Nessa segunda fase, já estarão fechados os conteúdos além das matérias, como artigos, por exemplo.
O anúncio da editora não informa se haverá um futuro fechamento do conteúdo para um prazo menor que 90 dias. As páginas da versão impressa (revista) que é levada para o site terá o acesso fechado a partir de 13 de outubro, assim como alguns conteúdos exclusivos da marca.
A decisão da empresa de limitar o acesso grátis ao site já vinha sendo amadurecida há tempos e faz parte de um processo que inclui os principais sites de notícias ao redor do mundo. A dúvida das empresas de comunicação é se o fechamento do conteúdo vai espantar um número de leitores suficiente para abalar os negócios.
Uma tentativa de fechar o conteúdo já foi feita por vários noticiosos nos Estados Unidos e Europa, sendo que a maioria foi obrigada a voltar atrás diante da baixa adesão de assinaturas. Foi o caso do The New York Times, o mais influente jornal do mundo.
Agora, porém, as empresas de comunicação estão precisando da receita de assinantes para compensar perdas com publicidade trazidas pela crise econômica mundial e as principais editoras nos países ricos acreditam ser este um bom momento para limitar seus conteúdos. Um modelo intermediário é o chamado freemium, em que parte é aberta (free) e outra, mais exclusiva e valorizada (premium) é cobrada.
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