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Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

20 fev 2026 - 18h35
(atualizado às 19h41)
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O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando ‌máximas históricas, com os papéis da Vale e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

O rali no pregão da B3 ganhou fôlego à tarde, após decisão da Suprema Corte norte-americana, que declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,06%, a 190.534,42 pontos, novo recorde de fechamento, ⁠tendo marcado 190.726,78 na máxima, novo topo intradia, após 186.700,34 na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo ‌Carnaval, avançou 2,18%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$36,16 bilhões.

Nos EUA, uma maioria de juízes da Suprema Corte manteve a decisão de um tribunal inferior de que o uso de uma lei de 1977 ‌destinada a ser usada em emergências nacionais pelo presidente republicano excedeu ‌sua autoridade.

Em resposta, Trump afirmou que irá impor uma tarifa global de 10% por 150 dias ⁠para substituir algumas das taxas que foram derrubadas pela Suprema Corte. Ele disse que seu decreto será emitido com base na Seção 122 da Lei Comercial de 1974.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a decisão da Suprema Corte dos EUA é "muito importante" para o Brasil e a nova tarifa de 10% não afeta a competitividade do Brasil uma vez que seria imposta a todos os países que exportam para os ‌EUA.

De acordo com o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, há um efeito positivo generalizado na B3 em ‌razão da decisão envolvendo as tarifas, ⁠que é potencializado por ⁠zeragem de posições vendidas com o rali recente.

Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,69%, com o dia mostrando ainda ⁠que o PIB dos EUA cresceu 1,4% no quarto trimestre, ‌abaixo do esperado, enquanto um medida ‌de inflação observada pelo Federal Reserve ficou acima das expectativas.

DESTAQUES

- VALE ON subiu 3,23%, abandonando a fraqueza da abertura, em mais um pregão sem o referencial dos preços futuros do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,4%, com melhora do ⁠setor durante o dia. BRADESCO PN subiu 2,02%, BANCO DO BRASIL ON avançou 2% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 3,12%.

- PETROBRAS PN encerrou com variação positiva de 0,42%, em dia de oscilação modesta do petróleo no exterior, com PETROBRAS ON caindo 0,61%. O barril sob o contrato Brent fechou com acréscimo de 0,14%.

- WEG ON encerrou de alta ‌de 1,21%, com o noticiário sobre as tarifas endossando uma recuperação após três quedas seguidas, período em que a companhia acumulou uma perda de quase 5%.

- PETRORECONCAVO ON subiu 2,81%, após anunciar otimização da ⁠diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.

- RAÍZEN PN recuou 3,23%, renovando mínimas históricas, com o novo piso intradia em R$0,58, sem novidades envolvendo planos para equacionar o endividamento elevado da produtora de açúcar e etanol.

- HAPVIDA ON caiu 2,69%, retomando o viés negativo após uma trégua na véspera, quando saltou 6,6%.

- AZUL PN disparou 60%, em meio a expectativa envolvendo o plano da companhia de sair do Chapter 11 nos EUA, equivalente ao processo de recuperação judicial no Brasil.

- TAURUS PN, que não faz parte do Ibovespa, subiu 5,17%, embalada pela derrubada das tarifas, dado que os Estados Unidos são o principal mercado da fabricante de armas.

- RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, cedeu 0,46%, após mostrar queda de 7,2% na receita em janeiro. FRASLE MOBILITY ON, que também teve queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, era negociada em baixa de 2,83%.

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