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Shell vê "oportunidade enorme" para Brasil em meio a conflitos no Oriente Médio

3 mar 2026 - 11h39
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O Brasil tem uma "oportunidade enorme" de atrair mais investimentos para o setor de petróleo diante da escalada de tensões e conflitos no Oriente Médio, por estar fora da rota dos confrontos, afirmou o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto, nesta terça-feira.

Segundo o executivo, ⁠o Brasil já vem sendo visto "há muito tempo" como uma fonte ‌segura de suprimentos para petróleo do mundo.

"Então, é natural que, eventualmente, clientes busquem o Brasil como uma opção de suprimento", afirmou, ‌em café da manhã com jornalistas.

"Se ‌o país mantiver uma estabilidade regulatória, competitividade fiscal e celeridade ⁠no licenciamento, eu acredito que o Brasil tenha uma oportunidade enorme de atrair proporcionalmente mais investimento no setor, dadas as questões geopolíticas acontecendo no mundo."

Pinto ponderou que o Brasil tem atualmente uma capacidade limitada de elevar a produção de forma mais acelerada, mas que ‌isso poderia se materializar no médio e longo prazo.

O executivo também ‌disse que não houve ⁠impacto da guerra ⁠nas cargas da Shell Brasil e ressaltou que os principais mercados do petróleo ⁠brasileiro são China e Europa, ‌portanto, fora da rota ‌do conflito. Em contrapartida, ele citou que as empresas com atuação no Brasil poderão sentir um aumento de preços com transporte, uma vez que "o custo de frete subiu substancialmente".

INVESTIMENTOS NO BRASIL

Pinto ⁠pontuou que a Shell sempre foi um ator muito presente em todas as rodadas de licitação do Brasil e que saiu de um patamar de cerca de 10 a 15 blocos exploratórios em 2021, para 50 blocos ‌atualmente.

Ele destacou que parte da estratégia foi se posicionar na região ao Sul da Bacia de Santos, onde a companhia tem hoje ⁠15 blocos como operadora e está realizando sísmicas e irá estudar a realização de um poço exploratório nos próximos 12 a 24 meses.

Em 2025, a Shell somou investimentos recordes no Brasil de R$12,5 bilhões, contra aportes historicamente que variam entre US$1 bilhão e US$1,5 bilhão.

Os investimentos foram impulsionados por iniciativas no campo de Tupi, operado pela Petrobras na Bacia de Santos, além de um novo "tieback" do projeto Lapa Southwest com a TotalEnergies, que deve entrar em produção em breve.

Outro projeto importante que demandou investimentos no ano passado foi a decisão de investimentos do projeto Orca, antigo Gato do Mato.

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