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Setor siderúrgico do Brasil retoma expectativa de volta de regime de cotas após decisão de Suprema Corte dos EUA

27 fev 2026 - 17h16
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A ‌decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em derrubar o tarifaço de Donald Trump renova a expectativa de condições mais favoráveis para o setor siderúrgico brasileiro exportar para o país, disse nessa sexta feira o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, ⁠Marco Polo de Mello Lopes.

A medida em si não altera ‌o regime de exportação de produtos siderúrgicos brasileiros, mas abre espaço para negociações entre Brasil e EUA sobre a ‌retomada do regime de cotas que era ‌adotado até 2018.

"(Com a decisão da Suprema Corte) ⁠a gente está querendo abrir um canal. Imaginamos que agora com essa retirada da questão da reciprocidade tarifária, se abre um canal também para poder discutir a questão do aço. Eu acho que sim (pode facilitar)", disse ele a jornalistas em ‌evento da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Na semana passada, a ‌Suprema Corte dos ⁠EUA considerou como ⁠ilegais as tarifas globais de importação aplicadas por Trump com base em ⁠uma lei destinada a ‌ser usada em emergências ‌nacionais.

Negociações entre Brasil e EUA em 2018 para revisar tarifas de importações duraram meses e criaram o sistema em que o Brasil podia enviar sem pagar sobretaxas aos ⁠EUA 3,5 milhões de toneladas de produtos semiacabados (placas) para laminação e 687 mil toneladas de laminados por ano.

Lopes destacou que a condição básica que o governo brasileiro impôs para começar a negociar com os ‌norte americanos era a derruba do tarifaço adicional de 40% para produtos brasileiros.

"Como a corte derrubou (o tarifaço) e o Trump ⁠botou todo mundo no mesmo nível, 10% de tarifa, isso retira aquela condição, a premissa básica do governo brasileiro, e você tem um pouco mais de pragmatismo", disse o presidente-executivo do Aço Brasil.

Porém, Lopes afirmou que por ora não há nenhuma reunião marcada para que as partes possam voltar a negociar a retomada do regime de cotas que vigorou até 2018.

Sobre a contínua preocupação do setor com a chegada de aço produzido no exterior ao Brasil, Lopes afirmou que com as últimas medidas de defesa comercial do Brasil "trazem a expectativa que venha frear as importações".

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