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Rogério Marinho diz que já articula Previdência no plenário

Conclusão do relatório da reforma na Comissão Especial só se deu depois das 2h da madrugada desta sexta-feira, 5

5 jul 2019
02h35
atualizado às 08h08
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BRASÍLIA - Após a aprovação da reforma da Previdência, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o trabalho do governo para aprovar a proposta no plenário da Câmara começa já. "Sexta, sábado, domingo e segunda, que são os dias que provavelmente antecedem o início da votação no plenário da Câmara, serão dias de intensas negociações e conversas com os parlamentares. Vamos lutar para manter incólume o que saiu aqui da Comissão", afirmou ele.

Rogério Marinho disse que a equipe econômica vai começar a conversar com as bancadas e reorganizar o que remanesceu da votação
Rogério Marinho disse que a equipe econômica vai começar a conversar com as bancadas e reorganizar o que remanesceu da votação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

A conclusão do relatório da reforma na Comissão Especial só se deu depois das 2h da madrugada desta sexta-feira, 5, quando foram analisados todos os destaques (sugestões de alterações a pontos específicos), depois de 16 horas de votação. O último destaque devolveu benefício ao setor rural e retirou R$ 84 bilhões da economia esperada em dez anos.

"Claro que é um impacto importante nas receitas estimadas. Se nós colocamos no texto é porque imaginávamos que era importante ser mantido. Mas nós entendemos dentro do processo de discussão que haveria a supressão de um tema ou outro e é o que nós estamos vendo aqui. Quase R$ 1 trilhão de resultado é superlativo e relevante", afirmou o secretário sobre a mudança aprovada na madrugada.

"A aprovação deste destaque foi um tapa na cara dos brasileiros, que estão sendo sacrificados nesta reforma da Previdência para que fortes setores econômicos protegidos pelo governo encham ainda mais seus bolsos", criticou o líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ). Ele criticou o fato de a Comissão Especial ter aprovado "este absurdo" no mesmo dia em que rejeitou todos os outros destaques. "Esse é o 'combate aos privilégios' do governo Bolsonaro e de seus aliados: retirar de quem ganha menos para dar pra quem ganha mais", afirmou.

Marinho disse que a equipe econômica vai começar a conversar com as bancadas e reorganizar o que remanesceu da votação. "O debate, por mais áspero do que possa parecer, é absolutamente necessário para que a população faça juízo de valor sobre o tema. E é um tema que amadureceu na sociedade", disse.

Para o secretário, o resultado alcançado é "superlativo". "Isso vai certamente permitir que o País entre no que nós chamamos de ciclo virtuoso de crescimento", afirmou.

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Estadão
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