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Scott Bessent diz que EUA vão ajudar na estabilização da Argentina: 'há várias opções na mesa'

Secretário do Tesouro dos EUA afirma que opções como linhas de swap e compras de dívida estão em análise para apoiar Javier Milei

22 set 2025 - 12h10
(atualizado às 12h56)
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira, 22, em publicações no X que todas as opções para estabilização da Argentina estão "sobre a mesa". Segundo ele, as medidas em estudo podem incluir linhas de swap, compras diretas de moeda e até aquisições de dívida pública em dólares por meio do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro.

Bessent classificou a Argentina como "um aliado sistemicamente importante dos EUA na América Latina" e disse que o Tesouro americano está pronto para agir dentro de seu mandato para apoiar o país. Ele também ressaltou que há amplas oportunidades de investimento privado e projetou que "a Argentina será grande novamente" — em referência ao slogan de campanha do presidente americano, Donald Trump.

O secretário destacou a confiança no programa econômico do presidente da Argentina, Javier Milei. Para ele, o apoio de Milei à disciplina fiscal e às reformas pró-crescimento é essencial para "romper a longa história de declínio" do país. Bessent lembrou ainda que já havia manifestado esse compromisso em abril, quando ele se encontrou com o líder do país latino em Buenos Aires, reafirmando o respaldo tanto à população argentina quanto ao governo Milei.

Ele anunciou também que se reunirá com Milei na terça-feira, 23, em Manhattan, ao lado de Trump, e prometeu mais detalhes sobre os planos dos EUA para a Argentina após o encontro.

Milei respondeu no X com um "enorme agradecimento" a Bessent e a Trump "pelo apoio incondicional ao povo argentino". Segundo Milei, aqueles que defendem as ideias de liberdade devem "trabalhar juntos para o bem-estar de nossos povos". Ele também confirmou a reunião em Nova York.

Milei adiantou na sexta-feira que as negociações para receber um empréstimo dos Estados Unidos que permitirá reforçar as reservas para enfrentar os vencimentos da dívida estão "muito avançadas", em um dia em que afirmou que "o pânico político" desencadeou uma tempestade nos mercados.

Na sexta-feira, o dólar foi cotado ao fechamento a 1.515 pesos e ultrapassou o teto da banda de flutuação cambial estabelecida pelo governo.

A alta do dólar obrigou o Banco Central a intervir no mercado, vendendo US$ 678 milhões para evitar uma disparada da moeda americana. Desde quarta-feira, já foram vendidos US$ 1,11 bilhão. No acumulado de setembro, o peso se desvalorizou 12,67%. Há "pânico político que está se espalhando no mercado e gerando uma enorme descoordenação em termos de risco-país", disse o presidente em discurso nesta sexta-feira na Bolsa de Comércio de Córdoba.

Milei vive seu pior momento político após perder, no início de setembro, as eleições legislativas na província de Buenos Aires, a mais populosa da Argentina, para o opositor peronismo. Em pouco mais de um mês, ele enfrentará as eleições legislativas nacionais de meio de mandato. Outro ponto delicado é o envolvimento de sua irmã num escândalo de corrupção. COM AFP

Estadão
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