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Schnabel pode sair antecipadamente do BCE para assumir cargo no FMI, informa Handelsblatt

3 set 2026 - 09h35
(atualizado às 10h20)
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Resumo
Isabel Schnabel negocia assumir a chefia do Departamento Monetário e de Mercados de Capitais do FMI, o que pode antecipar sua saída do Banco Central Europeu antes do fim de seu mandato em 2027. O movimento aceleraria a reestruturação da cúpula do BCE, que também prevê as saídas de Philip Lane e Christine Lagarde, além de encerrar as pretensões de Schnabel à presidência do banco, abrindo espaço para uma ampla negociação política entre as maiores economias da zona do euro pelas vagas no conselho.

Isabel Schnabel, membro do conselho ‌do Banco Central Europeu, está em negociações com o Fundo Monetário Internacional para assumir um cargo no órgão e pode deixar o banco antes do término de seu mandato, informou o jornal alemão Handelsblatt nesta quinta-feira, citando fontes governamentais.

Schnabel, chefe das operações ⁠de mercado do BCE, está em negociações para assumir a ‌chefia do Departamento Monetário e de Mercados de Capitais do FMI, cargo que está vago desde o início do mês, ‌após a saída de Tobias Adrian.

Um ‌porta-voz do BCE se recusou a comentar, e o ⁠FMI também não falou.

O mandato de Schnabel no BCE vai até o final de 2027. Se ela sair antes do previsto, isso anteciparia o início de uma reorganização do conselho do banco central, na qual alguns de seus principais cargos serão substituídos ‌em rápida sucessão.

O economista-chefe Philip Lane deve deixar o cargo em ‌maio, enquanto o ⁠mandato da presidente ⁠Christine Lagarde — que nunca negou completamente os rumores persistentes sobre seus planos ⁠de sair antecipadamente — terminará em ‌outubro próximo.

A saída de ‌Schnabel também acabaria, na prática, com sua candidatura à presidência do BCE, uma ideia que parece não ter ganhado força real em Berlim.

Embora todos os países da zona do ⁠euro possam apresentar candidatos para os cargos vagos, os maiores países do bloco, incluindo Alemanha e França, desfrutam de um assento permanente no conselho do BCE e provavelmente reivindicarão os assentos — mesmo que não exatamente ‌os cargos — deixados vagos por Schnabel e Lagarde.

A Espanha também manifestou interesse em um assento no conselho, sugerindo que as maiores ⁠economias do bloco possam dividir os três cargos entre si.

Esses planos podem ser frustrados se os líderes decidirem escolher o ex-presidente do banco central holandês Klaas Knot para substituir Lagarde. No entanto, os holandeses já têm um assento no conselho e é costume que um membro renuncie caso um compatriota seja escolhido como presidente.

Embora os cargos no BCE sejam normalmente decididos um por um, a sucessão relativamente rápida aumenta a chance de que os governos da UE negociem um pacote, sujeito às habituais negociações para a distribuição dos principais cargos da UE.

(Texto de Miranda Murray e Balazs Koranyi)

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