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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm leve alta em meio a mercado de trabalho estável

3 set 2026 - 09h57
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Resumo
Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram levemente para 206 mil na última semana de agosto, refletindo a estabilidade do mercado de trabalho. O cenário atual é marcado por contratações e demissões em ritmo lento, enquanto empresas hesitam em expandir equipes devido a incertezas comerciais e migratórias. Segundo o Federal Reserve e relatórios do setor, embora os cortes planejados tenham subido no mês, o baixo volume geral de demissões no ano segue sustentando a economia americana.

O número de norte-americanos ‌que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou ligeiramente na semana passada, sugerindo que não houve mudança significativa nas condições do mercado de trabalho no final de agosto.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 2.000, para 206.000 ⁠em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em ‌29 de agosto, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 205.000 pedidos ‌para a última semana.

Os pedidos estão ‌oscilando na faixa inferior do intervalo de ⁠189.000 a 230.000 registrado neste ano, o que está em linha com o que os economistas descrevem como um mercado de trabalho que continua caracterizado por "contratações lentas e demissões lentas".

Apesar da demanda interna robusta, os empregadores ‌continuam hesitantes em aumentar o quadro de funcionários enquanto lidam ‌com políticas agressivas ⁠de comércio ⁠e imigração. Um relatório separado da empresa global de recolocação profissional ⁠Challenger, Gray & Christmas ‌mostrou que os planos ‌anunciados de contratação pelas empresas aumentaram 37% nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2025.

Mas a empresa observou que "não ⁠parece que essas vagas estejam sendo preenchidas rapidamente". Os cortes de pessoal planejados aumentaram 58%, chegando a 52.881 em agosto. As demissões anunciadas até agora neste ano, no entanto, caíram ‌41% em comparação com o mesmo período do ano passado. O baixo número de demissões está estabilizando o ⁠mercado de trabalho e a economia em geral.

O relatório "Livro Bege" do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira, descreveu que o emprego cresceu "muito ligeiramente" em agosto, observando que "demanda saudável por mão de obra foi observada com maior frequência nos setores de manufatura, construção e alguns setores de serviços, enquanto o varejo e a hotelaria registraram queda na demanda por mão de obra".

Os dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego não têm influência no relatório de emprego de agosto, pois estão fora do período da pesquisa.

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