PUBLICIDADE

São Paulo: maioria dos projetos traz 2 dormitórios e no máximo 45 metros quadrados

Grande parte dos projetos também custam até R$ 350 mil, o teto de preço do programa Minha Casa Minha Vida

11 jun 2024 - 03h10
Compartilhar
Exibir comentários

O desenho básico de todos os 73.249 apartamentos lançados em São Paulo no ano passado está concentrado em três pontos: 75% (ou 55 mil unidades) com no máximo 45 m² de área útil, 64% (ou 47,1 mil moradias) são dois dormitórios e 60% (ou 43,8 mil habitações) custam até R$ 350 mil, o teto de preço do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), de acordo com os dados publicados no Anuário do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Em 2023, foram lançados 36,8 mil imóveis econômicos e 36,4 mil de outros mercados, classificação do Secovi para os empreendimentos não enquadrados no MCMV, dividindo o mercado com 50% para cada lado. Os produtos da baixa renda cresceram 17%, mas os de médio, alto e altíssimo padrão caíram 18%.

Neste ano, o MCMV vai ser o grande protagonista, diz Cyro Naufel, diretor institucional da Lopes, tanto em lançamentos como em vendas. Para os empreendimentos acima do MCMV, grande parte dos novos projetos se deu em distritos mais valorizados. O campeão de lançamentos foi o Itaim Bibi, com 2.621 imóveis, seguido por Moema (2.396) e Perdizes (1.696).

Em 2023, foram lançados 36,8 mil imóveis econômicos e 36,4 mil de outros mercados em São Paulo.
Em 2023, foram lançados 36,8 mil imóveis econômicos e 36,4 mil de outros mercados em São Paulo.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Para o topo do mercado, os números são baixos. Os produtos com preço acima de R$ 2,1 milhões (o patamar mais alto nas pesquisas do Secovi) chegaram a 4% de participação, crescendo de 2,6 mil unidades em 2022 para 2,9 mil no ano passado.

Somando todos os lançamentos, Santo Amaro foi o distrito com maior número de novos imóveis, 3.539 unidades.

Na capital paulista, a zona sul liderou com 22,6 mil novos imóveis, superando a zona leste (com 19,4 mil unidades) e a zona oeste (16,6 mil moradias), completando o pódio, respectivamente, com uma participação de 31%, 27% e 23% do total de lançamentos.

Em dezembro passado, o estoque de imóveis novos era de 64,6 mil unidades disponíveis para venda. Rodrigo Luna, presidente do Secovi, destaca a redução do estoque de imóveis, que caiu para 56 mil apartamentos em abril. Com o ritmo de vendas registrado nos últimos 12 meses - em média, 7 mil a cada 30 dias -, isso significa um prazo de oito meses para zerar esse volume.

O lançamento de 73,2 mil unidades com um valor global de R$ 44 bilhões deu, em média, R$ 601 mil por apartamento. No caso dos 76,1 mil imóveis novos vendidos, a média foi de R$ 577 mil por unidade.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade
Publicidade