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Saldo comercial do Brasil recua em 2025, mas China e Argentina atenuam efeito do tarifaço de Trump

Vendas para a China aumentaram 6,6% e para a Argentina, sob o impulso do setor automotivo em meio às reformas de Milei, cresceram 31,4%

6 jan 2026 - 16h14
(atualizado às 16h38)
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BRASÍLIA - Em 2025, ano em que o comércio internacional foi abalado pelas tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a balança brasileira fechou com uma queda de 6% de exportações para os Estados Unidos. No geral, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões (entre US$ 348,7 bilhões de exportações e US$ 280,4 bilhões de importações). É o que mostram dados divulgados nesta terça-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic).

O resultado ficou atrás de 2023 e 2024, mas, graças ao aumento de 6,6% de vendas para a China e de 31,4% para a Argentina, foi melhor do que o esperado pelas Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 65,0 bilhões. O resultado também ficou acima da estimativa mais recente do Mdic (US$ 60,9 bilhões).

Impulsionadas pelo setor automotivo, as exportações para a Argentina cresceram 31,4% em 2025, alcançando US$ 18,1 bilhões. As vendas para os argentinos têm avançado na esteira da melhora econômica do país. Após um duro ajuste no início de mandato de Javier Milei, o país enfrentou uma recessão econômica no ano passado, mas retomou o crescimento em 2025.

Com a redução das vendas para os EUA, o Brasil teve de procurar novos mercados e ampliar as vendas para os parceiros comerciais que já tinha
Com a redução das vendas para os EUA, o Brasil teve de procurar novos mercados e ampliar as vendas para os parceiros comerciais que já tinha
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Para os EUA, as exportações de produtos brasileiros caíram 6,6%, totalizando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões em 2024. Em contrapartida, as importações de produtos dos EUA subiram 11,3%, somando US$ 45,246 bilhões (as compras dos americanos somaram US$ 40,652 bilhões em 2024). Com isso, o déficit com os EUA em 2025 foi de US$ 7,530 bilhões.

Em novembro, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a derrubada da tarifa adicional de 40% sobre uma série de produtos brasileiros. Com a ordem executiva do fim do ano passado, o Mdic calcula que 22% das exportações brasileiras, ou US$ 8,9 bilhões, ainda estejam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a tarifa extra de 40%, quanto os que pagam os 40% mais a taxa-base de 10%.

Outros 15% (US$ 6,2 bilhões) continuam sujeitos apenas à tarifa de 10%, e 27% (US$ 10,9 bilhões), às tarifas da Seção 232. E 36% das exportações estão livres de tarifas adicionais.

O impacto do alívio no tarifaço em dezembro

Após parte das tarifas adicionais ter sido removida, as exportações para os EUA caíram 7,2% em dezembro (totalizando US$ 3,449 bilhões no mês passado, ante US$ 3,717 bilhões em dezembro de 2024). Esta foi a quinta queda consecutiva nas vendas aos EUA, depois da imposição da sobretaxa de 50% a produtos brasileiros imposta em julho.

Já as importações de produtos americanos caíram 1,5% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 3,449 bilhões x US$ 3,249 bilhões).

Comércio com a China

As exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 6% em 2025 (somando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024). Pelo lado das importações, houve alta de 11,5% nas compras vindas da China no ano passado (totalizando US$ 70,930 bilhões, ante US$ 63,636 bilhões em 2024).

Houve superávit de US$ 29,091 bilhões com o país asiático no ano passado.

Em dezembro, as exportações subiram 39,1% (totalizando US$ 7,207 bilhões no mês passado, frente a US$ 5,182 bilhões em dezembro de 2024).

Já as importações de produtos asiáticos cresceram 5,6% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 5,443 bilhões x US$ 5,153 bilhões).

O último mês do ano registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, com US$ 31,038 bilhões em exportações e US$ 21,405 bilhões em importações, acima da mediana das estimativas do mercado, que indicava superávit comercial de US$ 7,1 bilhões em dezembro, após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro. As projeções para esta leitura variavam de US$ 5,0 bilhões a US$ 8,0 bilhões.

Em dezembro, no geral, as exportações registraram alta de 24,7% na comparação com o mesmo mês de 2024, com crescimento de 43,5% em Agropecuária, que somou US$ 5,710 bilhões; alta de 53,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,762 bilhões; e, por fim, crescimento de 11,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,416 bilhões.

As importações subiram 5,7% em dezembro ante o mesmo mês de 2024, com alta de 2,3% em Agropecuária, que somou US$ 485 milhões; alta de 4,9% em Indústria Extrativa (caso do petróleo e de minérios como o ferro), que chegou a US$ 852 milhões; e, por fim, crescimento de 6,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,915 bilhões. /Com Luiz Guilherme Gerbelli

Estadão
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