Reservas internacionais do Brasil têm maior rentabilidade em dez anos, e ouro cresce em participação
As reservas internacionais do Brasil tiveram uma rentabilidade de 9,18% em 2025, maior retorno registrado ao menos desde 2016, informou o Banco Central nesta terça-feira, apontando também uma maior participação de ouro entre as aplicações.
Em seu relatório anual de gestão de reservas internacionais, o BC informou que o dólar respondeu por 72% das aplicações no ano passado, menor nível em dez anos. A moeda norte-americana foi seguida pelo ouro, com 7,19%. O euro representou 6,60% do total, terceira maior participação.
Foi a primeira vez pelo menos desde 2016 que o ouro alcançou a segunda posição na distribuição de ativos. Em 2024, a proporção era de 3,55%, na quinta posição.
Em 31 de dezembro de 2025, as reservas internacionais do Brasil totalizavam US$358,23 bilhões, volume maior que o observado no final de 2024, de US$329,73 bilhões.
"A principal razão para esse aumento foi a rentabilidade acumulada dos investimentos ao longo de 2025", disse o BC.
No fim do ano passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia afirmado que a valorização do ouro no período recente aumentou o valor das reservas do Brasil, embora esse não seja o objetivo inicial da autoridade monetária, que busca diversificação.
A rentabilidade de 9,18% das reservas em 2025 foi composta por um ganho de 5,26% decorrente da marcação a mercado com juros e 3,92% devido às variações de paridades de moedas.
As reservas haviam registrado rentabilidade de 3,02% em 2024 e de 5,11% em 2023, com retornos negativos de 7,45% em 2022 e de 0,62% em 2021.